Cidades
N�cleo da Ufal mostra que a pobreza cresceu
Pesquisa realizada pelo Núcleo Temático da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em 2001, mostra o perfil dos menores de Alagoas e que a situação de pobreza e indigência se agrava a cada ano no Estado. O resultado da pesquisa foi divulgado, ontem, quando o Estatuto da Criança e do Adolescente, que estabelece os direitos dos menores, completou doze anos. O núcleo tem quatorze anos (anterior ao estatuto) e seu principal alvo de estudo é a pesquisa do perfil dos menores de Alagoas e a violência física e sexual contra eles. Segundo Cláudia Malta, coordenadora do Núcleo, de 1994 a 2000 o índice de violência e abandono só aumentou. Hoje, cerca de 70% dos menores desenvolvem atividades de geração de renda (exploração do trabalho infantil) e/ou atividades infratoras. Em 2001, foram registrados 1.872 casos de violação dos direitos da Criança e do Adolescente, 73% contra os direitos da convivência em família, praticados por aqueles que deveriam garantir esses direitos, a família e o Estado. ?O Estado é um dos nossos parceiros na luta e ao mesmo tempo o maior responsável por essa situação. Houve retração da política social do governo?, enfatizou a coordenadora. O estatuto prevê a criação de instituições sem fins lucrativos em benefício de crianças abandonadas e menores carentes. Segundo o Conselho Tutelar, entre instituições, lares e associações, já são 80 em Alagoas, dentre as quais 30 estão localizadas em Maceió. Para o presidente do Instituto Catarse, Walmar Buarque, as instituições têm valor e mérito, mas não podem assumir função que é do Estado. ?Falta vontade política para que a eficiência e capacitação dessas instituições sejam maiores?, ressaltou.