SAÚDE
AL não registra casos de sarampo em 2024 e segue há três anos sem notificações da doença
Vacina indicada para a prevenção do sarampo é a tríplice viral, que é disponibilizada pelo SUS
Alagoas encerrou 2024 sem casos de sarampo, somando três anos consecutivos livre da doença, conforme os dados registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan/MS).
O mais recente Panorama do Sarampo em Alagoas aponta que o último caso da doença ocorreu em 2021, quando 11 registros foram confirmados. Desde então, o estado não apresentou mais notificações.
Para garantir que esse cenário epidemiológico continue positivo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforça a importância de manter o esquema vacinal atualizado, conforme as orientações do Programa Nacional de Vacinação (PNI). A vacina é a principal forma de prevenção contra o sarampo, uma doença viral que pode ter complicações graves e até mesmo ser fatal.
“Estarmos há tanto tempo sem casos de sarampo no Estado é uma conquista da nossa população e do trabalho incansável dos gestores e profissionais de Saúde. Mas essa vitória só será mantida se continuarmos atentos, e a melhor forma de prevenção continua sendo a vacinação", alertou o secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda.
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O sarampo já foi uma das principais causas de mortalidade infantil, mas foi controlado no País graças às políticas de vacinação. O Brasil conquistou a certificação da Opas pela primeira vez em 2016, mas ela foi perdida em 2019, com a queda nos índices vacinais e a ocorrência, a partir de 2018, de surtos, especialmente no Amazonas, Roraima e São Paulo. No ano passado, o Brasil reconquistou o certificado.
Vacina
A Sesau reforça a recomendação de aplicação da vacina tríplice viral, contra sarampo, rubéola e caxumba, que é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) à população de 1 até 59 anos de idade, de acordo com o calendário nacional de vacinação, nas unidades de saúde municipais.
A meta de cobertura vacinal recomendada pelo Ministério da Saúde é de 95%. O esquema vacinal completo consiste em duas doses até 29 anos e uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Nas crianças, a vacinação deve ocorrer aos 12 e 15 meses de idade. Profissionais de saúde devem realizar duas doses independentemente da idade. Em situações de bloqueio vacinal, a vacinação seletiva é recomendada para todas as pessoas acima de seis meses de idade.
"Basta verificar o esquema vacinal e, se por acaso, for constatado que não tomou as vacinas necessárias, ir ao posto de vacinação mais próximo, com o Cartão de Vacinação, e tomar o imunizante para se proteger", completa Miranda.