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SAÚDE

Novo pronto atendimento oncológico deve reduzir fila de espera por tratamento em Alagoas

Ala que será aberta em abril visa ampliar atendimento de casos de câncer de pacientes de várias cidades de AL

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Pronto atendimento conta com equipamentos de alta tecnologia
Pronto atendimento conta com equipamentos de alta tecnologia | Foto: Divulgação

A demanda por tratamento de câncer em Alagoas se mantém alta neste ano. A previsão do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) é que o Estado tenha 5 mil novos casos de câncer em 2025. Diante desse número, aliado aos casos que já foram identificados em anos anteriores, a alta demanda exige maior estrutura da saúde.

Mas a expectativa de um novo pronto-atendimento oncológico com 24h de funcionamento em Maceió deve diminuir essa carência. No dia 11 de abril, o HUPAA inaugura a extensão da ala de oncologia do hospital. O investimento conta com novos equipamentos e aquisição de leitos de retaguarda exclusivos para pacientes com câncer.

O Pronto Atendimento (PA) Oncológico será uma extensão dos serviços já oferecidos pelo hospital, que, através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), administra o hospital federal de Alagoas. Segundo Célio Pimentel, superintendente do HUPAA, a medida é mais do que necessária devido à estimativa de novos pacientes de câncer em Alagoas.

O PA atenderá pacientes em situação de emergência já matriculados no HU. Os casos suspeitos que precisam ser investigados sobre qual tipo de câncer e qual a melhor abordagem para o tratamento são um caso à parte, para isso existe um fluxo, com a suspeita, os pacientes são encaminhados para triagem oncológica.

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A implementação do serviço tem um investimento inicial de R$ 2,5 milhões, e o objetivo é que o prédio da oncologia seja reformado a médio prazo. Além disso, os planejamentos acerca de um novo prédio estão em andamento, com a previsão de construção em cerca de 3 a 4 anos.

Essas mudanças têm como expectativa preparar o hospital para a demanda dos próximos 20 anos. Até o momento, as aquisições já realizadas incluem a ampliação da equipe com 61 novos profissionais, totalizando 140 no total apenas para a área oncológica; a reabertura de serviços antes desativados e a integração de equipamentos de ponta, como novos tomógrafos e um sistema de videocirurgia em 3D.

O superintendente destaca ainda a preocupação com a ocupação de leitos nos hospitais do Estado por pacientes oncológicos. Sem diagnóstico prévio, pacientes já chegam em estágio terminal, sem a possibilidade de tratamento. Por não poderem receber alta, permanecem no hospital até o óbito, muitas vezes sem receber os devidos cuidados.

“Muitos pacientes de Câncer dos Cacons em Alagoas não têm a necessária rapidez de acesso aos serviços de saúde e buscam os serviços de urgência e emergência do Estado. Muitos já chegam em fase avançada e com necessidade de cuidados paliativos”, reforça Célio.

Com o aumento no número de leitos, os pacientes oncológicos terão uma assistência mais especializada para cada caso e estágio da doença. Outrossim, com o aumento na oferta de suporte para estes enfermos, as camas hospitalares dos hospitais do Estado serão desafogadas.

“Cada leito que aumentar é mais um paciente que poderá ter um acesso mais rápido ao serviço, por essa razão estamos bem felizes, pois essas pessoas sem tratamento nos causava muita angústia. Estamos então, além do funcionamento do Pronto atendimento, quase dobrando os leitos oncológicos também na enfermaria da oncologia, passando esses leitos de internação de 16 para 28.”

O sistema de pronto-atendimento é destinado a pacientes em tratamento e em cuidados paliativos, principalmente para aqueles em situação terminal impossibilitados de permanecerem em casa.

“O HU continuará buscando ajuda das Secretarias de Saúde para ampliar leitos, principalmente de retaguarda para os casos que tiverem alta da oncologia mas ainda houver necessidade de internação. Ou para os pacientes que não tenham mais possibilidade de tratamento oncológico, mas que também não consigam permanecer sozinhos em casa”, conclui Célio.

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