loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Crise se instala na Seguran�a P�blica

Ouvir
Compartilhar

A dois meses do fim do ano, a segurança pública de Alagoas atravessa um dos períodos mais agudos, depois que o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, assumiu o cargo. Nos últimos dias, vários fatos expuseram o delicado momento que a cúpula da segurança vai precisar administrar para evitar que a primeira crise da era Rubim se instale de fato, antes mesmo de encerrar 2008. Abaixo seguem alguns desses momentos que marcam o ?inferno astral? de algumas peças-chaves da cúpula da segurança em Alagoas. A presença inusitada do secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, na manhã do último dia 28, na cena do crime em que foi vítima Alan Loureiro Portela, 40 anos, na sede do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minério e Derivados de Petróleo, no bairro do Prado, contrastou com a ausência dos peritos criminais, em greve há mais de 20 dias. ### Sistema de monitoramento é falho Lançado pela Defesa Social como uma das principais medidas para conter os altos índices de criminalidade na capital alagoana, o sistema de monitoramento por câmeras das ruas do Centro e da orla de Ponta Verde não conseguiu ir além da fase piloto de demonstração do funcionamento do equipamento. As duas câmeras instaladas para testes só funcionaram no último mês de agosto e já foram desligadas, segundo o presidente da Aliança Comercial de Maceió, João Correia. O projeto completo previa instalação de 20 câmeras, sendo dez no Centro e dez na Ponta Verde, com capacidade de alcance até 500 metros, imagem em alta definição e possibilidade de giro de 360 graus. O valor total era de R$ 600 mil, sendo R$ 300 mil para a região do Centro e outros R$ 300 mil para a Ponta Verde. ### Comércio espera liberação de verbas do governo federal Depois de decidirem não investir no sistema de monitoramento por câmeras apresentado pela Secretaria de Defesa Social, no Centro de Maceió, os comerciantes e empresários aguardam agora a liberação da verba do Ministério das Cidades, no próximo ano, para que a medida de segurança seja implantada. A garantia da instalação das câmeras foi dada, segundo o presidente da Aliança Comercial, João Correia, pelo deputado federal Givaldo Carimbão e pelo prefeito Cícero Almeida. ?O deputado Carimbão disse que a verba já está garantida para o orçamento de 2009, através do Ministério das Cidades?, afirmou João Correia. Ele espera que o sistema já esteja funcionando até o fim do primeiro semestre do ano que vem. ### Centro integrado não saiu do papel Alvo de críticas de delegados e do próprio secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, as delegacias de plantão da Polícia Civil continuam resistindo à idéia de extinção e criação de um centro integrado com funcionamento 24 horas. Em seu discurso de posse na Secretaria de Defesa Social, Rubim afirmou que iria acabar com as deplans porque ?elas não servem para nada?. Mas, passados quase dez meses, a medida para melhorar o atendimento à população não se concretizou. A Gazeta apurou que o projeto estaria em andamento e seria bancado com verbas do governo estadual. Até o local já estaria definido, a Praia do Sobral. Mas o Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) acredita que será mais uma idéia que não dará certo. ### Estrutura de delegacias é precária O presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol), Antônio Carlos Lessa aproveitou para criticar também o que ele chamou de ?estado deplorável? das delegacias de polícia civil do interior do Estado. ?Já faz um ano que enviamos à Procuradoria de Justiça um documento denunciando o abandono das estruturas físicas das delegacias e até agora nenhuma providência foi tomada?, disse Lessa. Na última quarta-feira, em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas, policiais civis foram impedidos de investigar o assassinato do trabalhador rural Amaro Manoel Coutinho porque não havia viatura na delegacia. Amaro foi morto com quatro tiros disparados pelo comerciante José Nazário, no distrito de São Bento. Um dos policiais civis chegou a usar seu carro particular na tentativa de prender o acusado. ### Comandante rechaça crise na segurança Dos nomes da cúpula da segurança de Alagoas procurados pela reportagem da Gazeta, o único que aceitou dar entrevista foi o comandante da Polícia Militar, coronel Dalmo Sena. Tranqüilo, ele tratou de exaltar o trabalho do secretário Paulo Rubim e rechaçou a palavra crise na segurança de Alagoas. ?O que vem acontecendo são fatos normais. É apenas um momento como outros mais?, disse o coronel Sena. Segundo ele, a fase mais aguda, quando os números de homicídios eram muito altos, já foi superada. ?Conseguimos reduzir o número de homicídios e isso foi feito praticamente com os mesmos recursos que havia antes, sem os investimentos que estão por vir. Acredito que no próximo ano a segurança em Alagoas vai crescer muito?, disse. /// O secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, no dia da morte de Alan Loureiro Portela: na cena do crime por falta de perito. Foto: Robson Lima

Relacionadas