TRADIÇÃO
Festas juninas aumenta procura por fogos de artifício
Vendedores de Maceió e Arapiraca estão otimistas este ano
Com a chegada das festas juninas, as barracas de fogos de artifício em Alagoas atraem muitas pessoas em busca da tradição de celebrar com luzes e cores. Os comerciantes apostam no aumento das vendas, oferecendo produtos que variam de R$ 15 a R$ 100, com opções de parcelamento sem juros no cartão de crédito.
A vendedora Elânia Batista, na Praia da Avenida, em Maceió, está otimista. “O movimento está ótimo. Acredito que melhore ainda mais. Aqui os funcionários explicam tudo direitinho para vender os fogos com segurança”, afirma.
A dona de casa Sâmia Santos, que visitou as barracas ontem, reforça a importância da tradição. “Tem que ter fogos, tem que ter fogueira, milho verde e pamonha. Tem que celebrar e comemorar as festas juninas”, fala.
Além dos fogos, outro protagonista dos festejos é o milho, presente em receitas como pamonha e canjica nas mesas nordestinas. Nem o aumento do preço este ano, devido à falta de chuvas durante o plantio e a colheita, deve reduzir a procura pelas espigas, vendidas em feiras livres, nas ruas e em supermercados.
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Na Praça Afrânio Lages, a antiga Praça da Faculdade, no Prado, em Maceió, o vendedor Adelmo Simão comercializa o produto há mais de 30 anos. “Foi plantado, mas a chuva não caiu como a gente queria. Este ano tem muita gente para pouco milho. Vai faltar. O que tem não vai dar e vai ser caro. O preço deve chegar a R$ 80”, anunciou Simão, que ontem vendia a “mão de milho”, comprada em Arapiraca e cidades de Pernambuco, por R$ 70.
O aposentado José Denilson comprou milho na Praça da Faculdade para preparar canjica e pamonha para a família. “Eu limpo as espigas e a minha patroa cozinha para as nossas filhas e as netas. Tem que ser em parceria”, afirma.
Anderson Silva do Nascimento, outro vendedor, estava animado com o movimento na véspera do Dia de Santo Antônio. “Estou confiante que estaremos com o máximo de vendas, atendendo todo mundo aqui”, diz Anderson, que vende a “mão de milho” a R$ 70.