Cidades
Falta de viatura prejudica trabalho policial
De janeiro a setembro deste ano, a polícia deixou de atender a mais de 17 mil chamados da população por falta de viaturas, segundo dados da Secretaria de Defesa Social. Em abril, das cerca de 5.600 ocorrências, mais de 2.700 deixaram de ser atendidas porque não havia como os policiais se dirigirem até o local, ou porque a viatura existente já estava atendendo a outro chamado da população. Embora a Secretaria de Defesa Social tenha adotado medidas como a aquisição de novas viaturas e a locação de outras tantas, a limitação da frota dos órgãos que compõem a Defesa Social ainda preocupa o governo. ### PM estuda terceirização de serviços A manutenção e o concerto das viaturas mobiliza um número considerável de policiais militares. No interior, cada Batalhão é responsável pela manutenção de suas viaturas. Em Maceió, na oficina da Polícia Militar, cerca de 40 policiais fazem a função de mecânico e quebram a cabeça para devolver às ruas as viaturas quebradas. Mas esta rotina dos PMs mecânicos pode estar com os dias contados. Segundo o tenente-coronel Macêdo, um projeto já estuda o fim da oficina da PM. ?Estamos trabalhando para terceirizar os serviços de reparo e manutenção das viaturas da Polícia Militar?, disse o diretor de Apoio Logístico da PM. Segundo ele, a medida traria economia aos cofres da corporação. ?Se somarmos os custos com compra de peças e pagamento de salários de policiais, gastaríamos menos terceirizando esse serviço?, afirmou. ### Rubim defende locação de viaturas O secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, afirmou que a SDS deve locar mais 100 viaturas para os órgãos que compõem a segurança pública, no próximo ano. A idéia é que sejam alugados carros menores e mais baratos. A primeira centena locada por meio de contrato celebrado antes mesmo que Rubim assumisse a pasta, foi absorvida pelo policiamento de Maceió e de Arapiraca. Foram 30 veículos modelo Blazer e 70 modelo Parati. A grande vantagem da locação de viaturas é a reposição imediata no caso de quebra. Assim, o Estado se vê livre do dispendioso e moroso processo de conserto de viaturas.O valor do contrato de locação é de quase R$ 4 milhões, mas segundo Rubim, o Estado gastaria bem mais com a compra e manutenção de novos veículos policiais. ///