Cidades
Demitidos da Cobel exigem pagamento integral do FGTS
Os trabalhadores demitidos das extintas Cobel e Somurb se concentraram, ontem pela manhã, na Praça Deodoro, para pressionar a prefeita Kátia Born a liberar os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a que têm direito. São cerca de mil pessoas das duas empresas, que foram obrigadas a sair de seus postos de trabalho por terem sido contratadas sem concurso público, a partir de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal. O direito ao FGTS de trabalhadores demitidos nessas condições está garantido por medida provisória, conforme consta em julgamento de reclamação trabalhista da 5ª Vara do Trabalho de Maceió. ?Na Somurb são mais de 400 trabalhadores demitidos, que querem a liberação do Fundo de Garantia, conforme questão colocada na Justiça, mas a empresa recorreu da decisão e por isso ainda não recebemos os nossos direitos?, disse Eraldo Alves de Freitas, demitido da Cobel. Na Somurb, 645 trabalhadores têm direito ao FGTS. ?Entrei com uma ação civil pública e acredito que 70% do processo está encaminhado, mas venho, hoje, explicar para o pessoal que tínhamos um acordo finalizado para que o município efetuasse o pagamento, numa primeira etapa, só um terço dos trabalhadores receberia e nós queremos que todos os companheiros recebam?, afirmam Sandro Gomes. Segundo ele, uma nova audiência na Justiça Trabalhista está agendada para o dia 20 de agosto com o objetivo de resolver o impasse. Enquanto o dinheiro não é liberado, os desempregados se revoltam com a situação. ?Estamos nos acabando de fome, pedindo esmolas no mercado para sobreviver: Eu, minha mulher e cinco filhos?, disse o ex-coletor de lixo Antônio dos Santos.