loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Grupos festejam Dia Nacional da Consci�ncia Negra

Ouvir
Compartilhar

União dos Palmares ? A subida à Serra da Barriga, símbolo da resistência negra liderada pelo herói Zumbi dos Palmares, começou cedo, ontem, Dia Nacional da Consciência Negra. Grupos religiosos, de estudantes, quilombolas, capoeiristas, artistas, lideranças do movimento negro e curiosos escalaram os mais de quatro quilômetros de subida para participar das comemorações a Zumbi, morto há 313 anos, após fundar o mais famoso quilombo do País, em União dos Palmares. No alto da serra, o dia de reverência começou com oferendas, nas primeiras horas da manhã, e teve prosseguimento com apresentações de grupos afros, exibindo com orgulho as raízes da raça, expressas na dança, no canto, na culinária e nos adereços. Em toda a área do parque temático, rodas de capoeira se formavam em seqüências, ao som do berimbau, enquanto grupos de dança se revezavam no palco. Uma orquestra de berimbaus deu um toque especial às homenagens. ### Comemorações consumiram R$ 200 mil União dos Palmares ? As comemorações a Zumbi dos Palmares e ao Dia Nacional da Consciência Negra, na Serra da Barriga e Centro de União dos Palmares custaram, este ano, cerca de R$ 200 mil, recursos que ainda não foram recebidos do governo federal, segundo informou o presidente da Fundação Palmares, Zezito Araújo. Outro montante de valor aproximado foi investido pela prefeitura do município. ?Tivemos problemas na liberação de recursos, porque o sistema de convênios implantado pelo governo federal inviabilizou o repasse em tempo hábil para as comemorações. A fundação assumiu, para ser ressarcida, a prefeitura faz uma boa parte e o governo do Estado também acenou?, explicou Zezito. ### Manifestação marca a data em Maceió | DA REDAÇÃO O clima era de revolta, mas foi com festa que os representantes das religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, percorreram as ruas do Centro, ontem. A cor branca predominou na Rua Barão de Penedo e os atabaques, instrumento musical de percussão de origem africana, ecoaram nos ouvidos dos curiosos que andavam por ali. O policial militar que parou para admirar as danças (ijexá) e a música (afoxé) não sabia que o cortejo na verdade era um protesto contra o descaso da Fundação Zumbi dos Palmares. ///

Relacionadas