loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

NO REINO UNIDO

Estudante alagoana leva canção de Chico Buarque a debate internacional

Íris Ramalho foi contemplada pelo programa Daqui pra o Mundo, do governo do Estado, e está na Inglaterra

Ouvir
Compartilhar
Íris, apaixonada por história, viu a oportunidade de compartilhar uma parte fundamental da identidade brasileira.
Íris, apaixonada por história, viu a oportunidade de compartilhar uma parte fundamental da identidade brasileira. | Foto: Natalício Vieira / Seduc

Em meio a uma discussão sobre liberdade e censura, a sala de aula da Bayswater College, em Bournemouth, transformou-se em um espaço de troca cultural. Íris Ramalho, 16 anos, aluna da Escola Estadual Djalma Barros Siqueira, de Coruripe — vinculada à 2ª Gerência Especial de Educação (GEE) —, usou a canção “Cálice” para conectar a história do regime de exceção brasileiro a um público global, formado por colegas de diversas nacionalidades, como árabes, colombianos, mexicanos, coreanos e italianos. A jovem é uma das 100 estudantes alagoanas contempladas pelo programa Daqui pra o Mundo, da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que viajaram para o exterior para aprimorar o inglês.

A cena, não planejada, surgiu durante um debate sobre o livro A Revolta dos Bichos, de de Mykola Kostomarov. O tema da censura abriu um diálogo sobre o poder da música como forma de protesto. Foi nesse momento que Íris, apaixonada por história, viu a oportunidade de compartilhar uma parte fundamental da identidade brasileira.

“Eu amo essa música e acho ela muito tocante, tanto pela história quanto pelo significado”, conta a jovem.

Íris, a professora e os colegas traduziram verso a verso, desvendando as metáforas e referências utilizadas pelos compositores. “Nós fomos explicando o que cada coisa significava e como isso se conectava, tanto com as alusões religiosas que Chico Buarque fez parecer, quanto com as referências que estavam escondidas”, relata.

Shorts Youtube
Play
ASA: Alvinegro segue em preparação no Estádio Municipal, para jogo decisivo

ASA: Alvinegro segue em preparação no Estádio Municipal, para jogo decisivo

Play
CRB vence a segunda consecutiva: Galo vence o Ceará fora de casa

CRB vence a segunda consecutiva: Galo vence o Ceará fora de casa

Play
Aliados colocam Rute Nezinho como opção para vice de Renan Filho ao governo

Aliados colocam Rute Nezinho como opção para vice de Renan Filho ao governo

Play
Justiça de Alagoas barra decreto da Câmara que rejeitou contas de Rui Palmeira

Justiça de Alagoas barra decreto da Câmara que rejeitou contas de Rui Palmeira

Play
Com tentativas frustradas de unir a oposição, deputado do PL admite plano B ao governo

Com tentativas frustradas de unir a oposição, deputado do PL admite plano B ao governo

O resultado foi surpreendente. Os alunos se mostraram fascinados, e a sala de aula se tornou um espaço de trocas. Os colegas começaram a compartilhar suas próprias histórias de resistência em seus países, criando um laço cultural que a distância não apaga.

Para Íris, a experiência reforçou a crença de que o intercâmbio não é apenas sobre o que se aprende, mas também sobre o que se ensina. “Eu já tinha a noção de que seria uma imersão cultural. Iria aprender a língua sim, mas iria aprender a cultura de outro país também”, explica. No entanto, ela confessa que a liberdade de discutir abertamente sua cultura e história com colegas de diferentes partes do mundo foi uma grata surpresa.

Tanto estudantes quanto professores apontaram que a atitude espontânea da jovem mostra o verdadeiro valor de um programa como o Daqui pra o Mundo: não se trata apenas de fornecer passagens e bolsas de estudo, mas de capacitar jovens para serem embaixadores da cultura brasileira. Em vez de apenas aprender inglês, a aluna de Alagoas deixou uma marca, provando que nossa história e nossa arte são universais e capazes de derrubar barreiras

Relacionadas