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JULGAMENTO

Flanelinha é condenado a 29 anos por morte após discussão no Gunga

Crime ocorreu depois de discussão sobre taxa ilegal de estacionamento no valor de R$ 3; esposa da vítima ficou ferido

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Promotora de Justiça Adilza Inácio de Freitas ressaltou a crueldade do caso
Promotora de Justiça Adilza Inácio de Freitas ressaltou a crueldade do caso | Foto: Ascom/MPAL

O flanelinha Valter Ferreira de Carvalho Júnior foi condenado ontem a 29 anos e dois meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Anderson Medeiros Teixeira. O crime ocorreu em 2014, após uma discussão sobre taxa de estacionamento na Praia do Gunga, no Litoral Sul de Alagoas.

O julgamento aconteceu no Fórum de Maceió e foi conduzido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim.

Segundo a denúncia, Anderson e a esposa haviam acabado de deixar a praia e estavam saindo em uma motocicleta quando foram abordados por dois homens, que exigiram o pagamento de R$ 3,00 para liberar a saída. Após pagar, Anderson disse que acionaria o Procon. Pouco depois, nas proximidades da ponte da lagoa de Roteiro, o carro dirigido por Valter interceptou a moto do casal.

O passageiro, William de Souza Ferreira — já condenado pelo mesmo crime — atirou contra as vítimas, matando Anderson e ferindo gravemente sua esposa.

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Em depoimento, a sobrevivente contou que, desde então, desenvolveu depressão, ansiedade e medo de sair de casa, além de crises de pânico ao ver veículos.

Durante o julgamento, a promotora de Justiça Adilza Inácio de Freitas ressaltou a crueldade do caso. “Estamos diante da banalidade do mal, onde a vida de um ser humano não tem nenhum valor para esse tipo de criminoso”, afirmou.

O conselho de sentença acolheu a tese do Ministério Público, reconhecendo o motivo fútil e o uso de arma de fogo como qualificadoras. A pena deverá ser cumprida em regime fechado.

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