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Restri��o � importa��o de coco agrada produtores

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O presidente da Associação dos Produtores de Coco de Alagoas (Prococo), Eurico Uchôa, informou, ontem, que a decisão do governo de restringir, a partir deste mês, em 3.957 toneladas a importação do coco ralado pelo Brasil, vai permitir a manutenção do preço do coco produzido no Estado, no valor de 50 centavos, além de servir de incentivo à produção de produto nacional, inclusive em Alagoas. Conforme informou Eurico Uchôa, a decisão atende às reivindicações do Sindicato Nacional dos Produtores de Coco, que há anos vem solicitando à Organização Mundial do Comércio (OMC) o limite do número de toneladas de coco ralado, uma alíquota para proibir a entrada de cocos no País, no valor de 55%, sobre o valor do produto. Outra reivindicação do sindicato, conforme o presidente, será solicitar, do Ministério da Saúde, o certificado de higienização do produto. Ele cita o exemplo da Indonésia onde o coco ralado é ressecado ao relento, e repassado para a comercialização. ?Nós precisamos ter segurança da higienização do produto, de forma que não coloque em risco à saúde da população?, acentuou. Recuperação Ele informou, ainda, que após a aplicação da medida o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior se comprometeu em investigar, durante quatro anos, a produção do coco no País. Entre os trabalhos que deverão ser realizados pelos produtores de Alagoas, por exemplo, estão recuperar a área, que tem 15 mil hectares de coqueiros, inferior ao número anterior, que era de 27 mil hectares, organizar o mercado de compra e venda de coco, além de transformar o coco num produto orgânico, ou seja, garantindo sua qualidade, sem a necessidade de utilização de adubos ou herbicidas.

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