ALERTA
Doenças respiratórias crescem na primavera
Bronquite merece destaque, já que pode surgir de forma aguda após resfriados
A ocorrência de doenças respiratórias causadas por pólen, poeira, ácaros e mudanças de temperatura aumenta durante a primavera, especialmente rinite, asma, conjuntivite alérgica e viroses leves. Entretanto, a bronquite merece destaque, já que pode surgir de forma aguda, após resfriados ou se agravar em pacientes com o tipo crônico.
“Isso ocorre por causa do aumento da polinização das plantas, o que pode servir como gatilho para reações alérgicas. A elevação da umidade relativa do ar e da temperatura, juntamente com o pólen, também aumentam as alergias respiratórias”, destaca a médica pneumologista Norma Suely Gomes.
A especialista orienta os cuidados, que incluem lavagem periódica das mãos; hidratação; manter as vias nasais lubrificadas com soro fisiológico; limpar os ambientes com pano úmido para evitar levantar poeira; máscaras para reduzir o contato com o pólen; manter os ambientes limpos, arejados e livres de poeira, fumaça e cheiros fortes, além de evitar alérgenos, com a redução da exposição a ambientes que contenham poeira, mofo e pelo de animais.
Nesse contexto, entra em cena o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por grande parte dos casos de bronquiolite e pneumonia em bebês e também associado a complicações respiratórias que lembram crises de bronquite.
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“De forma geral, os quadros de infecção pelo VSR são leves ou moderados, mas ele também pode ser o agente causador de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), principalmente na população mais vulnerável como crianças, idosos e imunossuprimidos”, destaca Norma Suely.
Sobre a transmissão do VSR em algumas regiões do Brasil, como o Nordeste, a médica disse que os meses de março a julho registram alta atividade do vírus. “O que causa infecções respiratórias em crianças e idosos tem sua circulação influenciada pelo clima, sendo que surtos são mais comuns nos meses frios, mas a primavera pode apresentar condições favoráveis para sua disseminação em algumas áreas”, esclarece.
VACINA
Na primeira quinzena de setembro, o ministro da Saúde Alexandre Padilha assinou uma parceria de transferência de tecnologia da vacina contra o vírus sincicial respiratório. Com isso, o Brasil passará a produzir o imunizante, garantindo a sua oferta no Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o Ministério da Saúde, as primeiras 1,8 milhão de doses adquiridas por meio do acordo envolvendo o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer serão entregues até o fim deste ano. A distribuição na rede pública para proteção de gestante e bebês começa na segunda quinzena de novembro.
Ainda de acordo com o MS, o Brasil também passará a produzir, por meio de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), o natalizumabe, medicamento biológico usado no tratamento da esclerose múltipla. A transferência de tecnologia será da farmacêutica Sandoz para o Instituto Butantan. RC