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No Centro, refei��o � saborosa e barata

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Meio-dia. A fome aperta na hora mais quente. O sol forte e os bolsos vazios atacam o estômago e a cabeça. É hora do almoço no Centro de Maceió, a garganta seca, a boca saliva. Mas nem tudo está perdido, existe vida saudável com pouco dinheiro na carteira, é possível comer bem e barato no comércio e no mercado da capital alagoana. A fila do Restaurante Popular no antigo Ginásio do Estadual é o primeiro indício, as caixas de isopor com quentinhas também são um bom sinal, as cantinas e o restaurante do Mercado de Artesanato se insinuam com o cheirinho de comida no ar, o som de panelas e pratos em lanchonetes do mercado aguça o paladar. Aqui, acolá um prato feito, o popular ?PF?, provoca o apetite. ### ?Era um único prato para nós três? Quem acha exagero pensar que o Restaurante Popular é um marco na vida de algumas pessoas, deve prestar atenção à história da dona-de-casa Lucidalva da Rocha, de 39 anos. Fios de lágrimas correm pelo rosto quando ela lembra dos aperreios que passou antes de descobrir a refeição por dois reais. Toda terça-feira, Lucidalva sai de Branquinha 5h da manhã para levar as duas filhas portadoras de deficiência mental para acompanhamento médico no bairro do Farol. A dona-de-casa tentou levar o almoço em marmitas, mas a comida azedava na viagem. Tanto ela como a menina mais velha, Alciene, 16 anos, e a menina mais nova, Ana Paula, 4, tinham que escolher entre ficar com fome ou se arriscar a passar mal. ### Restaurante popular serve mais de duas mil refeições O movimento de garfos e facas embala o ritmo dos comensais, as vozes se misturam ao som das bandejas. Se ruído fosse música, seria uma sinfonia para quem sacia a fome. O cheiro dos alimentos e o clima de alegria no ar preenchem o ambiente peculiar do restaurante que agrada uma grande diversidade de clientes. Entre eles, o casal de aposentados Valdete e João Guedes Cavalcante almoçam duas ou três vezes por semana, sempre que descem do Eustáquio Gomes para fazer compras, pagamentos e resolver negócios no Centro. ?Gosto muito, está de parabéns, as atendentes são ótimas, os banheiros muito asseados, a comida é jóia e o ambiente saudável?, destaca Valdete. ### Preço reduzido ?quebra? negócios A chegada do Restaurante Popular está ?quebrando? a concorrência. Desde quando foi implantado em abril do ano passado, vendedores de quentinha desistiram do negócio, alguns restaurantes das redondezas fecharam, outros baixaram os preços e quase todos sentem a fuga dos clientes. Instalado no primeiro andar do Mercado de Artesanato, o restaurante Barriga Cheia está vazio. Chegou a fornecer 400 almoços por dia, mas agora não consegue vender mais do que 180 refeições, isso em dias mais movimentados e com a ajuda de entregas fora. A mudança salta aos olhos. Basta ir ao local por volta de 12h30 e perceber a maioria das mesas desocupadas. ///

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