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Crise nas maternidades p�blicas � analisada em encontro do MP

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O Ministério Público deverá utilizar uma pesquisa realizada pelo Unicef e Ufal, que levantou as condições de infra-estrutura das maternidades do interior do Estado, para cobrar que as unidades de saúde adotem os requisitos mínimos exigidos pela legislação. A pesquisa levantou os indicadores sobre gestantes e recém-nascidos e apontou, dentre outras deficiências, que a maior parte das crianças não tem atendimento adequado por falta de equipamentos. Um exemplo: metade das maternidades não possui o berço aquecido e máscara de oxigenação. ?É lamentável que as maternidades públicas convivam com esse quadro?, afirmou o promotor Jorge Dória. Ele propôs que a pesquisa fosse encaminhada ao Ministério Público como forma de denúncia por parte do Conselho Regional de Medicina. ?Essa pesquisa poderia até servir de base para uma representação do MP para que se faça cumprir a legislação?, disse. A pesquisa foi apresentada pelo médico Claudio Barroso, que fez parte da equipe de campo. ?Precisamos fazer alguma coisa em relação à falta de infra-estrutura?, afirmou o diretor do 1o Centro Operacional do MP, promotor Ubirajara Ramos, salientando que, em relação à falta de médicos especialistas nas unidades de saúde do interior, é provocada pela questão salarial. ?Muitos deles estão deixando de trabalhar nos hospitais para atuar no Programa Saúde da Família (PSF), que paga salários mais altos. Aleitamento A pesquisa apontou que metade das mães não recebem orientação sobre aleitamento materno nem sobre o direito gratuito do registro civil da criança. Outra deficiência constatada é com relação à primeira mamada do recém-nascido, que deve acontecer na sala de parto e não na enfermaria.

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