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Viol�ncia nos fundos do Cepa apavora comunidade

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Enquanto cerca de 10 mil crianças e adolescentes frequentam as aulas no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), um ?campo minado? se oculta entre as ruas e grotas por trás do maior complexo de escolas do Estado. O portão estreito só permite a passagem de um aluno por vez para aquele finalzinho esquecido do bairro do Farol, com casas humildes quase penduradas no alto de ladeiras que descambam para o Bom Parto, um dos principais focos de venda de drogas em Maceió. ### Luiz Henrique foi vítima das ?amizades? Empolgado com as peladas no campo do Cepa e com a torcida organizada Mancha Azul, Luiz Henrique fez amizades que lhe custaram a vida. Segundo parentes, amigos e a própria polícia, o rapaz não era de se envolver em brigas ou usar drogas, mas o destino o levou a ficar na mira de Zu e seus irmãos. O mais velho deles havia batido num integrante da galera, numa tarde do último mês de outubro, próximo aos bancos que ficam nos fundos do Cepa. ### ?Meu neto era o mais besta da turma?, diz avô Anadéje da Silva, mãe de Luiz Henrique, diz que previa o pior: filho já cogitava morar em outro lugar e não mais saía de casa O avô de Henrique, o aposentado Expedito dos Santos, quase todos os dias vai ao campo e à quadra do Cepa onde o neto jogava bola com os amigos. A lembrança do garoto que criou como um filho não sai da cabeça, assim como o motivo tolo do assassinato e a covardia da vingança. ### Bela Vista: beco separa gangues rivais Situada entre o Farol e o Bom Parto, a Rua Bela Vista não passa de um beco que se espicha beirando os varais e casas onde moram quase todos os integrantes da galera listada por Zu do Vergel para morrer. O nome do logradouro se justifica pelo cenário deslumbrante da lagoa, mas contrasta com a pobreza e a violência. Como se fosse uma faixa de gaza que separa gangues rivais e por onde todas passam, a Bela Vista é terra de ninguém. ### Alunos temem imagem de pichações em parede Ao ver a equipe da Gazeta fotografar os nomes nos muros, três estudantes se aproximam para reclamar. ?Ei, vocês não podem mostrar as pichações com os nomes da gente no jornal?, ameaçam. Na entrada da Escola Laura Dantas, onde Henrique estudava, os alunos estão cabreiros. Um grupo lê uma reportagem sobre o assunto e comenta que o colega morreu à-tôa. ?Ele não tinha nada a ver com a briga dos outros?, disse um adolescente. ///

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