Cidades
Sem-terra ocupam outra �rea de usina
Os sem-terra não dão trégua ao Grupo João Lyra (JL). Enquanto a Polícia Militar se reunia com lideranças dos movimentos MST, MLST e CPT para discutir o cumprimento do mandato de reintegração de posse da fazenda Monte Verde, na manhã de ontem, em Maceió, cerca de 150 integrantes de outras entidades ocuparam terras da fazenda Sapucaia, também pertencente à Usina Laginha, no município de Branquinha. A Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e o Movimento Terra e Liberdade (MTL) são considerados os mais radicais entre os sem-terra. ?Não acreditamos mais na reforma agrária e defendemos a revolução, somos oposição ao governo Lula e queremos a saída imediata do ouvidor agrário estadual, Marcos Bezerra?, avisa o agricultor Edmilson Miguel, representante da Liga dos Camponeses. ### Empresa passa por recuperação judicial A crise financeira da Usina Laginha funciona como um chamariz para ocupações coordenadas por cinco entidades de sem-terra nos últimos dias. O departamento jurídico do Grupo João Lyra confirma que a empresa vive um processo de recuperação judicial para retomar o pagamento de dívidas suspensas, mas os acampamentos montados pelos agricultores estariam atrapalhando os planos de recuperação. Desde a semana passada, quatro fazendas da usina foram ocupadas por trabalhadores rurais ligados a cinco entidades distintas: Movimento dos Sem Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST), Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e Movimento Terra e Liberdade (MTL). ?Ficamos tristes com esta situação porque estamos em pleno período de moagem da cana e as ocupações começam a prejudicar a produção da usina?, lamenta um advogado do grupo que pediu para não ter o nome revelado. ///