Cidades
Pancadaria e tiros marcam a manifesta��o de universit�rios
Tiros, pedradas, cinco estudantes e um policial machucados, um ônibus depredado e alguns carros arranhados. Esse foi o saldo da manifestação realizada, ontem, pelos estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) por melhores condições de transporte. Após uma assembléia realizada no auditório da Reitoria, na qual os estudantes queriam a presença de representantes da SMTT e da Transpal, eles decidiram bloquear a BR. Só saíram do local com a ação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que usou bombas de efeito moral. Inicialmente houve atrito com motoristas impacientes, que chegaram a jogar o carro contra os manifestantes, abrindo passagem. A reação veio em forma de pedradas e pontapés nos veículos. O motorista de um carro-forte chegou a sacar a arma, mas foi contido por um agente da Polícia Rodoviária Federal. A Polícia Militar também chegou, mas apenas acompanhou o movimento. Embora já estivesse sendo esperado, o Bope pegou os manifestantes de surpresa. O tumulto se espalhou, com munição de um lado e pedras do outro. Os policiais avançaram e os estudantes correram para dentro do Campus, onde só pode entrar a Polícia Federal. Longe da polícia, eles depredaram um ônibus da empresa São Francisco que faz a linha Cidade Universitária/ Ponta Verde via Bebedouro. Os estudantes querem um maior número de ônibus em circulação e que o trajeto inclua o Campus em todos os horários. Atualmente, os ônibus só entram à noite, e apenas algumas linhas circulam internamente durante o dia. Segundo a assessoria da SMTT, dois representantes do DCE estiveram no órgão, na terça-feira, e foram informados das propostas para minimizar os problemas de transporte na Ufal: uma linha de integração que circularia dentro do Campus a cada 10 minutos e a manutenção das linhas com terminal dentro da universidade. Também ficou acertada, segundo a assessoria, uma nova reunião para hoje, às 9h, na sede da SMTT, para ser apresentada a resposta do DCE. Os estudantes dizem que só aceitam negociar dentro da universidade.