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�rg�os p�blicos s�o alvo f�cil de bandidos

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Um atentado, no domingo passado (22), na região do Dique Estrada, deixou a polícia em alerta. O alvo foi a sede do 1º Batalhão da Polícia Militar, que foi parcialmente destruído por um incêndio, com características de ação criminosa. Oficiais da PM avaliam que o incêndio não foi planejado com a intenção de confrontar a polícia, e sim, uma reação no calor da emoção, a uma ação policial. Mas este é o terceiro ataque a órgãos públicos da área de segurança só neste mês de março. O primeiro aconteceu no dia 8 de março, no Conjunto Santos Dumont, quando homens armados crivaram de balas o posto policial do bairro. No último fim de semana, o mesmo em que ocorreu o incêndio no 1º Batalhão, houve também um arrombamento com furto de objetos na sede do 4º Juizado Especial, que funciona na Rua Iris Alagoense. Foram ações que deixaram em evidência o tamanho da ousadia dos criminosos. ### Nem juizado escapa de ações criminosas No mesmo fim de semana ? ainda na sexta-feira ? criminosos entraram no prédio do 4º Juizado Especial Cível e Criminal, localizado na Rua Iris Alagoense, no bairro do Farol. Eles empurraram o aparelho de ar-condicionado da recepção e entraram pelo compartimento aberto, remexeram processos, bagunçaram o ambiente, mas não causaram grandes prejuízos. Segundo informações, pegaram alguns equipamentos eletrônicos e material de escritório, mas não conseguiram encontrar cerca de 40 armas ? peças de processos que estavam sob a guarda da Justiça. Por sorte, elas haviam sido transferidas para um depósito, por um serventuário, dias antes do arrombamento. ### Vigilância reforçada tenta manter ordem Os representantes da polícia afirmam categoricamente que o comportamento dos criminosos não intimida as ações, no que parece ser um esforço institucional para manter a referência de força no combate ao crime, e vão reforçando estratégias e ações para confirmar essa força. No caso do Dique Estrada, segundo o comandante do CPC, o policiamento foi reforçado após o episódio que culminou no incêndio do quartel, com a presença mais assídua da Radiopatrulha e do Bope. O efetivo, segundo o Coronel Jordânio, comandante do batalhão que cobre a área, continua o mesmo, mas as rondas são feitas com mais frequência e os policiais estão sempre em alerta. ### Polícia Militar mapeia os locais mais críticos Qual o real significado desses ataques? Será que a polícia está sendo acuada pelos bandidos? Os comandantes dos batalhões e das guarnições policiais se apressam em dizer que não, de forma veemente. De maneira quase unânime, eles adotam o discurso de que a polícia tem reagido à altura. Mas não há como não admitir que a ousadia dos criminosos tem tirado o sono de alguns policiais nos plantões, e tem preocupado a cúpula da PM, com a possibilidade de propagação dessa prática. ?Temos exemplos de fora do Estado, que podem motivar uma ação mais forte. Mas não podemos dizer que isso seja uma realidade em Alagoas?, diz o Coronel Luciano Silva. ### Bandidos não poupam nem escolas Em todo caso, não há como negar. As ocorrências mais recentes dão a impressão de que as instituições que atuam na área de segurança pública estão se transformando num alvo atrativo para a ação de bandidos, em Maceió. E embora sejam tratadas como ações isoladas, causadas por um acontecimento de momento, fizeram acender a luz de alerta sobre o perigo a que essa situação pode levar. Até porque, estes não foram os únicos ataques a instituições públicas de que se tem notícias recentes. Em janeiro deste ano, a sede do Instituto de Criminalística, no Centro de Maceió, foi arrombada durante um fim de semana. Ladrões invadiram o prédio e furtaram hidrômetros de bronze e grades de ferro. ///

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