Cidades
Depois de ataque, Matriz amanhece sob aparato policial
Matriz do Camaragibe ? O clima em Matriz do Camaragibe era de apreensão um dia após cortadores de cana-de-açúcar promoveram um quebra-quebra generalizado que culminou com o incêndio ao Fórum de Justiça Desembargador Paulo de Albuquerque. Ontem, a cidade amanheceu sob forte aparato policial. Mais de 50 homens, entre civis e militares, mantiveram rondas constantes pelas ruas para dispersar aglomerações e restabelecer a ordem. Diante da ameaça de saques, o comércio fechou as portas; as escolas e repartições públicas não funcionaram. Os canavieiros se insurgiram depois que foram enganados, na semana passada, por dois agenciadores: o pernambucano José Ferreira Lins Filho e Cícero Gomes dos Santos, que mora em Matriz. Eles prometeram contratá-los para trabalhar em usinas de cana-de-açúcar do Mato Grosso, mas desapareceram com mais de R$ 120 mil dos canavieiros, levando ainda as carteiras de trabalho. ### Repartições e comércio fecharam Matriz do Camaragibe ? As repartições públicas não abriram ontem. As aulas das redes pública e privada foram suspensas. Temendo saques, o comércio permaneceu fechado durante a maior parte da manhã e foi reabrindo aos poucos, ao observar a presença ostensiva do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Tigre (grupo de elite da Polícia Civil) e do 6° Batalhão. O comerciante Erondi França manteve o supermercado funcionando, mas com a maioria das portas fechada. ?Disseram que iam saquear o comércio?, justificou. O presidente do Fundo Especial de Modernização do Poder Judiciário (Funjuris), juiz de direito Nelson Tenório, esteve ontem em Matriz do Camaragibe para avaliar a situação em que ficou o fórum depois do ataque dos manifestantes. ///