Cidades
Trabalhadores: maratona no seguro-desemprego
O suplício anual dos trabalhadores de usinas para conseguir o seguro-desemprego, no início da entressafra, adquiriu ares de tortura nos últimos dias, na sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Com o fim do corte da cana, todos os dias cerca de 500 pessoas ficam horas sob o sol, no calçadão do comércio, e se espremem no corredor de entrada do órgão. Do lado de dentro, o local vira ?um forno?, muita gente passa mal e até desmaios acontecem. Este ano, a demissão de funcionários do atendimento, o novo sistema de agendamento e o ar-condicionado quebrado agravam o problema. A DRT também aponta a crise financeira internacional como um complicador. ### Servidores orientam desempregados De fato a indignação na fila de espera está cada vez mais ameaçadora. ?Só vão resolver quando a gente tocar fogo aqui, como fizeram no Fórum de Matriz do Camaragibe?, alardeava o cortador de cana José Alexsandro Lima para os companheiros de agonia na fila. Os servidores orientam os trabalhadores para dar entrada no seguro no Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Jaraguá, ou nos postos do JA Mangabeiras e JA Farol, além do atendimento nas agências da DRT em Arapiraca, São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios, União dos Palmares, Atalaia e Maragogi. Mesmo assim, casos com pendências só devem ser resolvidos na sede da delegacia, no Centro de Maceió, que também atende cerca de 200 pessoas por dia para emissão de novas carteiras. ///