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Cortadores de cana ganham liberdade

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Maragogi ? Doze canavieiros presos durante a manifestação que resultou na depredação de prédios públicos de Matriz do Camaragibe, na semana passada, foram soltos ontem. Eles estavam em três unidades prisionais da capital e agora vão responder em liberdade ao processo por dano ao patrimônio. O advogado do Instituto Sal da Terra (ONG), João Luiz Valente, ingressou com pedido de liberdade provisória, concedido na noite da última terça-feira pelo juiz federal da 1ª Vara, Leonardo Resende. Depois de oito dias de prisão, os cortadores de cana, emocionados, só queriam reencontrar a família. ?Quero rever minha mulher e meus quatro filhos. Depois, vou correr atrás de um emprego. Preciso trabalhar para sustentar a casa. Estamos passando por necessidades?, disse o trabalhador João Paulo da Silva, logo após a saída do presídio. Ele mora em Maragogi, para onde retornou. ### Presos foram usados, diz advogado Para o advogado João Luiz Valente, os doze trabalhadores não participaram da manifestação que culminou no ateamento de fogo no fórum, e foram usados como bodes expiatórios. ?Alguns trabalham com carteira assinada e outros foram enganados pelos agenciadores, mas nenhum participou do quebra-quebra?, afirmou Valente, acrescentando que a polícia produziu único auto de prisão para todos os acusados e que não há indícios de autoria do crime. A soltura dos supostos golpistas, a retenção das carteiras de trabalho e o não ressarcimento de mais de R$ 120 mil aos trabalhadores enganados provocaram a ira da categoria, que bloqueou a rodovia AL-105 Norte e promoveu a depredação do patrimônio público no dia 31 de março. ///

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