Cidades
Lix�o continua sendo a dor de cabe�a em Macei�
Moradores dos bairros localizados próximo ao ?lixão da Cobel? sofrem dia e noite, ininterruptamente, com o mau cheiro exalado das toneladas de lixo que se acumulam diariamente no local. Não precisa morar na Mangabeiras, bairro onde o lixão está instalado. Locais mais distantes, como Barro Duro, Serraria, Feitosa e parte do Jacintinho, também são afetados. No Sítio São Jorge as muitas casas fechadas com placa de venda ou aluguel dão uma demonstração da situação: muita gente não agüenta e acaba se mudando para outro lugar. Em vários pontos do bairro o lixão parece estar bem ao alcance dos olhos e do nariz. A situação geográfica favorece a ação do vento que traz muito mais do que um clima agradável: o mau cheiro. O problema puxa outro. As moscas são presença constante no dia-a-dia dos moradores que não têm outra alternativa, a não ser se acostumar e esperar que algum dia o problema se resolva. É o que faz dona Quitéria Pereira, que mora há dezesseis anos na Rua Prisciliano Sarmento, a principal do Sítio São Jorge. ?Desde quando vim morar aqui que escuto a promessa dos políticos de resolver o problema do lixão. Continuo esperando. Tem dia que ninguém agüenta, e não se pode fazer nada, porque o mau cheiro está em toda parte. E não adianta fechar as portas. Tem noites que, para dormir, é preciso enrolar a cabeça com um pano?, diz ela. Daniel Henrique, auxiliar de escritório, trabalha num estabelecimento comercial de material de construção no mesmo bairro e vive o mesmo problema. ?Ninguém escapa, todo mundo reclama, mas ninguém parece muito empenhado em dar um jeito?.