Cidades
Universit�rios v�o � Justi�a contra Pol�cia Militar
Cerca de 500 estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) decidiram, ontem, em assembléia, realizada no prédio da Reitoria, que vão entrar com uma ação na Justiça pedindo a punição dos oficiais que comandaram a tropa do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar, que teve um enfrentamento com os universitários, na última quarta-feira, devido ao bloqueio da rodovia BR-104. Eles vão exigir do Judiciário que os responsáveis pelo acionamento dos militares também sejam punidos. Os universitários exigiram do reitor Rogério Pinheiro, presente na assembléia, que tome uma atitude contra a ação do Bope. ?Ele precisa repudiar em público a violência dos PMs e explicar que nós só depredamos o posto da Transpal, porque fomos agredidos injustamente?, afirmou a coordenadora do Diretório Central dos Estudantes da Ufal, Marcela Carnaúba, acrescentando que os universitários que teriam sido espancados pelos policiais fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal Estácio de Lima. Segundo Marcela Carnaúba, o reitor garantiu que vai agendar uma audiência com o governador Ronaldo Lessa para pedir a punição dos militares. ?Nós também iremos participar desse encontro e já estamos preparando um abaixo-assinado, onde exigimos uma ação do governo para punir a violência do Bope?, ressaltou. O superintendente José Sangreman Lessa, da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) assegurou, ontem, em reunião com uma comissão do DCE, não ter sido responsável pelo acionamento do Bope. Ele condenou a violência policial e a depredação de ônibus e do Posto da Transpal, pelos prejuízos trazidos aos sistema de transporte e aos estudantes. A ação da PM também foi condenada, ontem, pelo ouvidor-geral do Estado, Geraldo Majela, que afirmou que vai solicitar explicações ao comandante da corporação, coronel Ronaldo dos Santos, em relação à atitude do Bope. ?Foi uma ação extremamente violenta, e que não podemos aceitar?, criticou. Ele disse estranhar a atitude dos policiais, garantindo que eles são treinados para agir com respeito aos direitos humanos e também aos direitos civis. Transportes Três técnicos da SMTT participaram da assembléia e receberam uma lista dos estudantes com cerca de 30 reivindicações, mas somente uma será acatada imediatamente: a colocação de abrigos nos pontos de parada dos ônibus dentro do campus universitário. As outras exigências serão analisadas pela equipe técnica da SMTT.