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Preso suspeito de matar mulher em bosque de Arapiraca

Investigação aponta tentativa de estupro; serralheiro é acusado de importunar outras mulheres no mesmo local

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Homem é suspeito de importunação sexual contra outras mulheres
Homem é suspeito de importunação sexual contra outras mulheres | Foto: - Foto: PC/AL

A Polícia Civil prendeu na manhã de ontem o principal suspeito de matar Cícera Laura da Silva, de 47 anos, encontrada morta em uma área de bosque em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Segundo as investigações, o homem chegou a ir trabalhar normalmente após o crime.

O preso é um serralheiro que mora em Arapiraca e é natural de Marau, no Rio Grande do Sul. De acordo com a polícia, ele confessou o homicídio, mas apresentou uma versão considerada inconsistente pelos investigadores. O suspeito alegou que a vítima lhe devia R$ 5 mil, tese descartada pela Polícia Civil.

Para os delegados responsáveis pelo caso, a motivação do crime foi sexual. A principal linha de investigação aponta que Cícera Laura foi assassinada após uma tentativa de estupro.

A vítima foi encontrada sem roupas, com as vestimentas jogadas ao lado do corpo, o que, segundo a polícia, reforça essa hipótese. A suspeita é de que o homem tentou abusar sexualmente da vítima e, diante de resistência, a matou e tentou ocultar o cadáver.

O corpo foi localizado na tarde dessa terça-feira (6), em avançado estado de decomposição. O Corpo de Bombeiros informou que as buscas começaram por volta das 14h58 e que a condição do cadáver foi constatada ainda no local. A Polícia Militar confirmou que a vítima estava sem a calça, informação corroborada pelos bombeiros.

Cícera Laura estava desaparecida desde a manhã do último domingo (4), quando saiu de casa por volta das 4h30 para caminhar nas proximidades do Bosque das Arapiracas. Imagens de câmeras de segurança foram decisivas para o avanço das investigações. Os vídeos mostram o momento em que a vítima deixa a residência e é abordada por um homem pouco antes de desaparecer.

Após a prisão, outras mulheres procuraram a delegacia para relatar que também foram perseguidas e importunadas pelo suspeito no mesmo local. Segundo os depoimentos, ele abordava mulheres durante caminhadas, praticava atos de importunação sexual e chegava a exibir os órgãos genitais. Um detalhe físico, uma cicatriz visível na região da barriga, próxima ao umbigo, foi fundamental para o reconhecimento do agressor por essas vítimas.

Na residência do suspeito, a polícia apreendeu as roupas que teriam sido usadas no dia do crime, identificadas por meio das imagens de segurança, além de dois simulacros de arma de fogo, supostamente utilizados para ameaçar vítimas, e dois pen drives. A polícia também investiga o homem por importunação sexual contra ao menos outras duas mulheres.

Segundo a Polícia Civil, o comportamento do suspeito já causava temor entre frequentadores do bosque. O delegado Mateus Enrique classificou o preso como um “tarado compulsivo”, destacando que o modo de agir, o local dos ataques e o perfil das vítimas, sempre mulheres, seguem um padrão.

As investigações preliminares indicam ainda que o homem possui antecedentes criminais no Rio Grande do Sul, incluindo porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica. Ele morava em Arapiraca, onde mantém um relacionamento, e já havia residido anteriormente na cidade antes de retornar ao Sul e, depois, voltar para Alagoas.

O suspeito deve responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e possível estupro.

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