ESTIAGEM
Alagoas tem aumento na área e na intensidade da seca, aponta monitor
A seca moderada saltou de 6% para 31% do território alagoano; no Nordeste, 21% de toda a região está em seca extrema


A área afetada pela seca em Alagoas aumentou no fim de 2025. O fenômeno passou de 39% para 40% do território estadual, segundo o Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas (ANA), responsável pelo acompanhamento contínuo das condições climáticas no País.
Além da ampliação territorial, a intensidade do quadro também se agravou. A chamada seca moderada avançou de 6% para 31% da área total do estado.
De acordo com o Monitor, essa é a situação mais crítica registrada em Alagoas desde maio de 2025, quando 23% do território apresentava condição grave de escassez hídrica.
O Estado integra um grupo de 19 unidades da federação onde o fenômeno se intensificou. Outras dez também registraram crescimento da área atingida.
Apesar do avanço, Alagoas apresentou o menor percentual de território comprometido entre os estados do Nordeste. Ainda assim, a região concentrou o cenário mais severo do País em novembro.
O Nordeste teve 21% de sua área sob seca extrema, o nível mais elevado desde março de 2019.
IMPACTOS
O Monitor utiliza indicadores para avaliar impactos de curto e longo prazos. Os efeitos imediatos estão relacionados à ausência de chuvas nos últimos seis meses, enquanto períodos superiores a esse intervalo indicam prejuízos de longa duração.
A ferramenta subsidia o planejamento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da seca. As informações estão disponíveis no site oficial do projeto e em aplicativo para sistemas Android e iOS.
O principal produto é o Mapa do Monitor, atualizado mensalmente com dados fornecidos pelos estados e instituições parceiras.
O acompanhamento teve início no Nordeste em julho de 2014 e foi expandido para todo o Brasil em dezembro de 2023.
MODELOS
A metodologia adotada é baseada em modelos utilizados nos Estados Unidos e no México e envolve coleta de dados e cálculo de indicadores climáticos. As categorias são definidas conforme o histórico de cada região, com validação pelos estados.
Em âmbito nacional, a área afetada avançou de 59% para 68% do território em novembro, somando cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados. Oito estados registraram comprometimento em 100% de suas áreas, entre eles Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo.
Mato Grosso liderou a extensão territorial afetada no período, seguido por Amazonas e Minas Gerais.
