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Canil dos Bombeiros atua na localização de desaparecidos em Alagoas

Unidade especializada do Batalhão de Busca e Salvamento utiliza seis cães treinados para vários cenários

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Imagem ilustrativa da imagem Canil dos Bombeiros atua na localização de desaparecidos em Alagoas
| Foto: GazetaWeb.com

Na última quarta-feira (21), o desfecho de uma busca que mobilizava a segurança pública de Alagoas foi determinado pelo olfato de Hope, uma cadela de quatro anos integrante do Canil do Corpo de Bombeiros Militar (CBMAL). O corpo do adolescente Anthony Vinícius, de 16 anos, desaparecido desde o dia 18, foi localizado nas proximidades de um açude no bairro Salvador Lyra. A precisão do animal encerrou uma operação conjunta que envolvia a Polícia Civil e a Polícia Militar, evidenciando o papel estratégico da unidade de busca e salvamento em ocorrências de alta complexidade.

Sediado no bairro da Serraria e vinculado ao Batalhão de Busca e Salvamento (BBS), o canil atua em cenários onde a visão humana e a tecnologia convencional encontram limitações. O trabalho é fundamentado no treinamento contínuo para a identificação e discriminação de odores em diferentes estágios de decomposição, além da busca por pessoas vivas. Segundo o 2º sargento Cícero Daniel, a eficiência no campo depende de um planejamento rigoroso que começa antes da mobilização das equipes, com a análise de mapas e coleta de informações detalhadas com moradores e familiares das vítimas.

A estrutura atual do canil é fruto de um processo de especialização iniciado em 2015, quando os primeiros “cães-escola”, Txuca e Scooby, deram início aos treinamentos na corporação. Desde a inauguração oficial da unidade em 2017, após cursos de formação em Recife, o estado ampliou sua capacidade operacional e hoje conta com seis cães, entre animais certificados nacionalmente e filhotes em treinamento.

O grupo se divide entre especialistas em “odor específico”, como Bob e Arya, treinados para localizar uma pessoa determinada, e cães de “venteio”, como Hope e Rory, focados na varredura de grandes áreas.

Nas fases iniciais de desaparecimentos, o emprego dos cães é considerado prioridade, mas a atuação pode ser integrada a equipes de mergulho ou grupos de resgate urbano, dependendo da geografia do terreno. Para os militares da unidade, a resposta dada pelos animais vai além da técnica operacional. Conforme destaca o sargento Daniel, a indicação correta feita pelo cão em casos críticos, embora ocorra em momentos de dor, é o que garante aos familiares o desfecho de uma busca e um mínimo de conforto diante da perda.

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