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Passageiros relatam pânico após alagamento em cruzeiro que atracou em Maceió

Água invadiu corredores e cabines do navio, que vinha de Santos-SP e aportou ontem na capital alagoana

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Eram 7h45 da última segunda-feira (12) quando o economista Marcelo Barros, a esposa, os dois filhos e a sogra foram surpreendidos por sinais de alerta emitidos por camareiros, indicando um possível incêndio a bordo do cruzeiro MSC Seaview, que havia saído do Porto de Santos, em São Paulo, com destino a Maceió. O pânico se instalou em parte da embarcação porque, em seguida, a família se deparou com uma inundação nos corredores do navio.

O que era para ser diversão transformou-se em pesadelo no trecho entre Búzios, no Rio de Janeiro, e Salvador. Apesar do susto, a embarcação atracou na capital alagoana nessa quarta-feira (14).

“Foi um momento de terror”, afirma o economista Marcelo Barros, que estava com a família, todos pernambucanos. “A água começou a entrar pelas cabines, e os corredores já estavam completamente alagados. Como estávamos no décimo andar, imaginamos que os andares inferiores já estivessem submersos”, relembra.

O navio havia partido de Maceió no dia 7 de janeiro, com paradas nos portos de Santos (SP) e Búzios (RJ), e já retornava para a capital alagoana quando o incidente ocorreu. De acordo com relatos de passageiros, cerca de 40 cabines, principalmente no décimo andar, foram atingidas pelo alagamento.

Um passageiro que preferiu não se identificar relatou o clima de desespero. “Passamos por uma situação de pânico em alto-mar. A água entrou nas cabines, os corredores ficaram cheios e pensamos que o navio estava afundando. As pessoas corriam desesperadas; havia idosos e crianças chorando. Foi um horror”, afirmou.

Segundo os passageiros, a falta de informações nos primeiros momentos aumentou o pânico. Apesar do transtorno, não houve feridos.

A MSC Cruzeiros, responsável pelo navio MSC Seaview, informou que o alagamento ocorreu em razão de um problema hidráulico, que causou vazamento em uma tubulação de água integrante do sistema de segurança contra incêndio da embarcação. A empresa afirmou que a situação foi controlada imediatamente.

Já a Capitania dos Portos de Alagoas informou que, durante inspeção no navio, constatou que o vazamento foi proveniente da circulação de água da piscina, sem relação com o sistema de combate a incêndio. O órgão da Marinha acrescentou que, no momento da vistoria, os reparos já haviam sido realizados e que o incidente não colocou em risco a segurança da embarcação.

* Sob supervisão da Editoria

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