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Reurbaniza��o muda paisagem da orla

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Ainda em fase de conclusão ? prevista para maio ?, a obra de reurbanização promovida pela prefeitura, no trecho entre o início da Ponta Verde, no Alagoinha, e o final da Jatiúca, na Lagoa da Anta, mudou a paisagem da orla de Maceió. E para melhor, segundo a opinião unânime dos visitantes, comerciantes e caminhantes, que são cada vez mais numerosos e de todas as faixas etárias, desfrutando do espaço repaginado. A mudança atravessou etapas conturbadas ? questionamentos de ordem ambiental que ameaçaram paralisar a obra em alguns momentos, e discussões polêmicas, ainda não acabadas, relacionadas ao ordenamento da ocupação do solo, são algumas delas. ### Obra está orçada em R$ 5 milhões Quando completar o projeto, na área da Jatiúca, a prefeitura deve se voltar para a recuperação dos trechos danificados, na região do Pontal e Avenida A obra, prevista para ser concluída em meados de maio, segundo projeção da Secretaria Municipal de Infraestrutura, custou cerca de R$ 5 milhões ? recursos da União com contrapartida da prefeitura ? e completa um itinerário ligando todo o perímetro urbano da orla marítima de Maceió, do Pontal da Barra até Cruz das Almas. Promessa audaciosa é do prefeito Cícero Almeida, na sequência de um desenho traçado ainda na gestão da prefeita Kátia Born, que fez boa parte da urbanização das praias da Avenida e Sobral. Almeida completou o trecho até o Pontal da Barra, mas a obra sofreu com a revolta da maré que resolveu cavar seu espaço e erodiu parte da urbanização, em vários trechos. Cícero Almeida levou a obra adiante, concluindo, ainda no primeiro mandato, a ligação do passeio público da Praia da Avenida com o da Pajuçara, contornando, por dentro, o Porto de Maceió, que antes constituía uma barreira nesse trajeto. ### Prefeitura enfrentou situações polêmicas No percurso da obra de reurbanização, nem tudo foram flores. Desde a etapa inicial, na Pajuçara, a prefeitura se deparou com situações polêmicas, envolvendo comerciantes que ao longo de décadas se instalaram na orla. Os primeiros embates com a Associação dos Barraqueiros se multiplicaram e ganharam novos capítulos com os problemas de outras categorias. Ambulantes, proprietários de bancas de revistas, tapioqueiras, vendedores de artesanato, carrinhos de água de coco, tiveram que mudar de endereço e conviver com a possibilidade de perder a concessão numa licitação pública. ?Foi um sufoco?, lembra Rubens Conceição, filho e auxiliar da comerciante Maria Regina da Conceição, que vende acarajé e ganhou a licitação da prefeitura para negociar no local por, pelo menos, os próximos dez anos. ### Bióloga diz que obra não respeita meio ambiente | ACÁSSIA DELIÊ - Especial para a Gazeta Na contramão da teoria de que a natureza é simplesmente ?imprevisível? e provoca ações destrutivas inesperadas, a bióloga Monica Dorigo afirma que as erosões que já danificaram parte das obras de reurbanização da orla de Maceió são, na verdade, respostas da natureza a construções mal ordenadas. ?As pessoas invadem o espaço do mar e depois reclamam das consequências?. Pesquisadora do Setor de Comunidades Bentônicas (fauna e flora do fundo do mar) dos Laboratórios Integrados de Ciências do Mar e Naturais (Labmar), órgão da Universidade Federal de Alagoas, Dorigo é uma crítica ferrenha do projeto elaborado pela Prefeitura de Maceió para reurbanizar a parte costeira da cidade. Munida de centenas de fotos que retratam as obras, desde que foram iniciadas, ela afirma que a preocupação com o meio ambiente foi deixado de lado em várias ocasiões. ///

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