VISTORIA
Defensoria Pública avalia riscos em escola abandonada no Cepa
Unidade desativada acumula entulho, objetos com água parada e problemas sanitários, aponta inspeção
A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) realizou, nessa segunda-feira (19), uma inspeção na Escola Estadual José Correia da Silva Titara, localizada no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), em Maceió. A unidade está desativada desde 2020, devido a danos provocados pelo afundamento do solo na região.
A vistoria ocorreu após a divulgação de imagens aéreas que mostraram o prédio em situação de abandono, com cerca de seis mil cadeiras espalhadas e grande quantidade de vegetação tomando conta da área.
No local, foram encontrados restos de televisores, lixeiras e objetos com água acumulada, favoráveis à proliferação do mosquito da dengue. Também foram detectados focos de cupins, que podem atrair escorpiões.
A inspeção contou com a participação da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), da Defesa Civil de Maceió e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
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Segundo o defensor público que participou da fiscalização, Othoniel Pinheiro, o objetivo da ação foi identificar riscos estruturais e à saúde pública, garantindo que os órgãos responsáveis possam elaborar relatórios técnicos e encaminhá-los à Seduc.
A coordenadora do Programa de Roedores do CCZ, Socorro Albuquerque, classificou a situação como grave. “Além dos entulhos, o ambiente é extremamente favorável à proliferação do mosquito da dengue”, afirmou.
A secretária-executiva de Administração da Seduc, Camila Silva, explicou que a escola foi desativada após a Defesa Civil identificar danos estruturais na área crítica, o que exigiu a retirada imediata de alunos e servidores. Ela afirmou que os estudantes foram realocados para outras unidades.
Segundo Camila Silva, contratos para armazenamento de materiais inservíveis perderam a vigência. Com a troca de gestores e a demora nos processos licitatórios, houve acúmulo de equipamentos no local. Ela afirmou que a situação já está sendo regularizada.
“Todo objeto aqui foi adquirido com dinheiro público, então precisamos que o descarte seja feito de maneira adequada. O leilão já está prestes a acontecer, e o edital está na iminência de publicação”, explicou a secretária.
Durante a inspeção, também foram encontrados armários antigos e uma grande quantidade de livros, alguns ainda embalados. Camila Silva informou que verificará os registros para definir se os materiais serão destinados ao uso ou ao descarte.
Em nota, a Defesa Civil Municipal informou que não constatou danos que comprometam a estrutura do imóvel, mas identificou a necessidade de reparos em algumas áreas.
* Sob supervisão da Editoria