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Corros�o amea�a emiss�rio submarino
A corrosão, pela ferrugem, da tubulação externa do emissário submarino de Maceió, começa a assustar as pessoas que, passando na Praia do Sobral, onde está localizado, observam aquele equipamento. Há quem se preocupe com a hipótese de um vazamento de grandes proporções, o que representaria gravíssimo acidente ambiental. Entre os que manifestam temor estão ambientalista e técnicos da própria Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento de Alagoas (Casal). Concluído em maio de 1989, o emissário é uma unidade operacional que foi projetada para receber e transportar até o mar os esgotos da cidade. Sua capacidade foi dimensionada para uma cidade com 1,5 milhão de habitantes, mas até hoje é subaproveitado, funcionando com apenas 20% do volume projetado. Chamado tecnicamente sistema coletor de esgoto sanitário, atinge cerca de 170 mil dos quase um milhão de habitantes que tem a capital. ### Durabilidade de emissário está estimada em 60 anos O coordenador da equipe técnica que elaborou e executou o projeto do emissário submarino de Maceió, o engenheiro Márcio Barbosa Callado, discorda totalmente da avaliação de que a ferrugem é suficiente para provocar o rompimento daquela tubulação. ?É pouco provável que isso esteja ocorrendo, ou seja, que o emissário esteja sem manutenção?, afirma o engenheiro que, aposentado das atividades docentes na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), dedica-se à iniciativa privada, atuando agora como consultor. Especialista da área, ele chegou a mergulhar algumas vezes para acompanhar o trabalho de manutenção da parte submersa, efetuado por técnicos da própria Casal. Ex-engenheiro da companhia, sendo inclusive um de seus fundadores, o professor Márcio Callado sai em defesa dos responsáveis pelo trabalho de controle e manutenção do emissário. ### Casal declara que manutenções existem O diretor de Operações da companhia, engenheiro Jorge Briseno Torres, refuta as denúncias de que há atraso nas ações de manutenção do emissário submarino, seja na parte aérea, seja na tubulação submersa. As providências de manutenção da tubulação externa, assegura ele, são feitas a cada seis anos e atendem às normas técnicas exigidas para esse tipo de equipamento. ?Fazemos acompanhamento periódico, o que nos deixa seguros da situação. Nosso plano de manutenção estabelece reparos no final de maio, no máximo no inicio de junho?, revela Briseno. ///