Cidades
Pacientes continuam sem atendimento
No início da noite de ontem, por volta das 18h, mais de 30 pacientes estavam acomodados em macas no corredor da Ala Azul, do Hospital Prof. Osvaldo Brandão Vilela, o Hospital Geral do Estado (HGE). Ainda conhecido pela população como ?pronto-socorro?, o hospital tem vivido situação de guerra nos últimos dias. Com os corredores superlotados de pessoas que, mesmo sem risco de morte, buscam o atendimento de urgência e emergência, não há como evitar o cenário de caos. Quem chega ao corredor principal da Área Azul fica aflito, e até assustado, diante da situação desoladora. Homens e mulheres, jovens ou idosos, passam horas aguardando atendimento. De um lado a outro circulam auxiliares e técnicos de enfermagem que tentam, como se diz na linguagem popular, ?dar vencimento? a tanto trabalho. ### Falta de medicamentos preocupa A dor é um dos principais problemas dos pacientes com câncer. Para enfrentá-la, contam com uma medicação de alta complexidade: a morfina. Sem ela, o sofrimento provocado pela doença se intensifica, levando o paciente ao desespero. É o que está acontecendo no Estado, em consequência da falta do remédio nas prateleiras da Farmácia de Medicamentos Excepcionais (Farmex), unidade da rede pública responsável por sua distribuição. Familiares de pacientes que fazem tratamento contra o câncer manifestam revolta diante do sofrimento provocado pela falta do remédio, regularmente prescrito pelos oncologistas. ///