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Jacintinho festeja centen�rio

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Completando 100 anos de existência, o bairro do Jacintinho ostenta títulos de grandeza positivos, como o mais populoso de Maceió e o que oferece opções de comércio 24 horas por dia. Mas outros lhe são extremamente negativos. Ali são registrados, por exemplo, altos índices de criminalidade urbana. Das 74 mortes por assassinato que ocorreram em março último, sete aconteceram no bairro, o equivalente a 9,5% do total. Segundo as estatísticas da Secretaria de Defesa Social (SDS), o Jacintinho é o terceiro colocado no ranking dos homicídios na capital, mas as lideranças do bairro acreditam que acontecem de 5 a 8 mortes a cada fim de semana. ### Morador sonha com melhor estrutura Os moradores do Jacintinho sabem do aniversário do bairro, mas não têm quaisquer motivos para comemoração. As deficiências estruturais, como as carências nas áreas de saúde, educação, infraestrutura de saneamento, trânsito, transportes, são as reclamações constantes de quem vive na comunidade. Todos reconhecem que houve desenvolvimento ao longo de todos esses anos, mas repetem que ainda há muito o que fazer. A urbanização iniciada na década de 1980 com o projeto Comunidade Urbana para Recuperação Acelerada (Cura) 3, elaborado e executado pelo extinto Banco Nacional de Habitação (BNH), não teve a sequência necessária e bairro enfrenta inquestionável desordem urbana. ### Violência é principal problema do bairro A criminalidade é o item mais citado pelos moradores quando indagados sobre os principais problemas do Jacintinho. Imprensados entre as péssimas condições de vida, e a ação criminosa dos traficantes de drogas, moradores das favelas e grotas clamam pela ação da polícia. ?Nosso bairro é sempre citado como área de violência, de crimes. Mas aqui moram pais de família, trabalhadores, pessoas de bem?, afirma Téo Ferreira da Silva, 49 anos, comerciante que vive há 39 anos na comunidade. Proprietário do ?Caldinho do Téo?, um boteco bastante frequentado pela comunidade, ele diz que o bairro já viveu dias melhores. ### Liderança tenta estruturar projetos O jornalista Reinaldo Cabral, que, depois de duas décadas vivendo no Rio de Janeiro voltou para Maceió, conhece como poucos a história e a realidade do Jacintinho. Presidente da Associação dos Moradores, e da organização não-governamental Aalong, que trabalha para garantir projetos estruturantes e sociais e para o fortalecimento da cidadania, analisa algumas fases vividas pelo bairro ao longo dos últimos 50 anos. Nas suas pesquisas ele verificou que até 1950 o bairro tinha cerca de 20 mil habitantes e muitos problemas. Por volta de 1970 a população dobrou, e mesmo assim o bairro continuou marcado pela falta de saneamento, de saúde, educação, transporte, de acesso e de atividade comercial. ///

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