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Radar meteorol�gico sem plantonista

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Tragédias como a que aconteceu no 1º de maio na grande Maceió podem se repetir, preveem os responsáveis pelo acompanhamento das condições climáticas e pela prevenção e socorro das ocorrências em Alagoas. A perspectiva de chegada de mais chuvas e a carência de pessoal para ajudar na prevenção de tragédias contribuem para reforçar a tese dos especialistas. A história da retirada do único militar que dava plantão no radar meteorológico da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) já teria sido levada ao conhecimento do governador Teotonio Vilela. O militar trabalhava durante ausência dos meteorologistas, nos fins de semana e feriados, além do período noturno. Sua missão era monitorar a intensidade das chuvas em território alagoano, contribuindo para evitar tragédias em áreas de risco. ### Mortes encerram ciclo sem vítimas fatais As quatro mortes por soterramento ocorridas na sexta-feira, 1, encerraram um período de 32 meses em que a Defesa Civil computava atravessar períodos de intensa precipitação, seja nas trovoadas de verão ou na chamada quadra chuvosa, sem vítimas fatais. O coordenador disse não querer associar a passagem de todo esse período, desde 29 de agosto de 2006, ?ileso? apenas por méritos do radar meteorológico. ?Dizer isso seria não fazer justiça à estrutura que está por trás do trabalho da Defesa Civil, como nossas próprias equipes, que são de uma dedicação sem paralelo, e as equipes dos NUDECs [núcleos de defesa civil das regiões mais críticas, geralmente coordenados pelos presidentes das associações comunitárias locais e que têm os próprios moradores como equipe]. Mas, temos de reconhecer que [o radar] é uma ferramenta que contribui muito?. ### Volume de água foi 5 vezes maior A previsão de chuva entre a véspera e a sexta-feira em que ocorreram as tragédias dá uma ideia da dinâmica do trabalho nessa área. ?Inicialmente, previa-se uma precipitação de algo em torno de 20 a 25 milímetros?, diz o coordenador da Defesa Civil Municipal, coronel Antônio Almeida. Em pluviometria, a medição do volume de chuva, cada milímetro corresponde a um litro de água por metro quadrado. No entanto, o temporal que se abateu sobre Maceió na madrugada daquela sexta-feira, Dia do Trabalho, foi cerca de cinco vezes maior: 105,6 milímetros, ou 60% da média histórica para esse período, apurada ao longo do intervalo compreendido entre os anos de 1946 e 1978. ### Temporal devastou estrutura de clube O mesmo temporal que provocou mortes em Maceió e em Coqueiro Seco, alagou ruas e fez ceder um delas, na Jatiúca, no 1º de maio, foi o responsável pelo cenário de destruição registrado na sede do Motonáutica Lagoa Clube, balneário conhecido como Broma, em Marechal Deodoro. Por causa do volume de areia acumulada, bastava dar uma passada para sair da pérgola para o espaço que antes era ocupado pela água nas piscinas. A entrada ficou coberta por uma espessa camada de lama, depositada pela enxurrada e sobre as mesas onde os associados deveriam se servir havia pedaços de troncos de árvores, também arrastados pela correnteza. ///

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