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Mercadinho afunda em S�o Miguel

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São Miguel dos Campos ? A chegada do inverno continua causando transtornos à população de São Miguel dos Campos. As chuvas dos últimos dias provocaram deslizamentos de barreiras na BR-101, na ladeira de acesso à cidade, e inundação em casas do Conjunto Hélio Jatobá. Paredes de um mercadinho situado na parte baixa de São Miguel caíram, provocando danos nas casas vizinhas, todas desocupadas devido ao risco de desabamento. A estrutura do Mercado Popular afundou sobre o piso por volta das 19 horas do último domingo, segundo a vizinha Maria Cícera Bezerra Nascimento. ?Até essa hora estava tudo tranquilo, apesar da chuva que não parava desde o sábado, mas quando o mercadinho arriou, rachou a parede da minha cozinha?, disse a moradora sobre o espaço situado separado por um muro dos fundos do mercadinho. ### Família se recusa a deixar residência | KASSIA NOBRE - MARCELA MARTINE / Repórteres Até ontem à noite, a doméstica Celda Maria da Silva e o marido Deilton Santos da Silva insistiam em permanecer em uma casa prestes a desabar no topo de um penhasco na Gruta do Padre, no bairro do Bom Parto. ?A chuva destruiu a casa, ela não tem a mínima condição de abrigar ninguém. Se continuar chovendo, haverá morte no local. Infelizmente a família não concordou em deixar o local por onde passa uma tubulação de esgoto?, disse Ricardo Batista, voluntário da Defesa Civil. Técnicos da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) fazem nova visita à família, ainda hoje, na tentativa de convencê-los a deixar o local. ?Eles vão ter que sair à força. A situação é gravíssima. Vamos até providenciar que o local seja demolido?, ele diz. ### Moradores de favela ganham casa nova | FÁTIMA ALMEIDA - Repórter A chuva atrapalhou, mas não impediu a mudança dos primeiros moradores do conjunto habitacional Cidade Sorriso, construído pela Prefeitura de Maceió, com recursos do governo federal, para moradores da Cidade de Lona, no Tabuleiro, e de favelas localizadas na beira da lagoa Mundaú. Ontem, algumas dessas famílias deixaram para trás os barracos de lona e papelão e se instalaram numa casa de verdade, com quartos, banheiro, água encanada, luz elétrica, ruas calçadas e saneamento. A primeira moradora chorou ao entrar em casa. Na verdade, confessa ela, vem chorando desde a semana passada, quando participou da festa de inauguração do novo conjunto, e viu que o sonho estava tão próximo. Para quem olha de fora, a casinha de 30m² parece pequena, ?mas para quem morava na lona, ela é enorme?, rebate a moradora, que se apresenta a reportagem como Josefa Bezerra da Silva, a Felizarda. ### Chuva deixa 200 mil pessoas sem água | BLEINE OLIVEIRA - Repórter Fora dos padrões técnicos, a água da estação de Tratamento do Cardoso, em Maceió, teve sua distribuição suspensa no início da manhã de ontem. Com isso, cerca de 200 mil pessoas estão sem água, ou com fornecimento deficiente, na região que vai do Farol ao Pontal da Barra. A causa, explica o engenheiro civil Reinaldo Silva, da Superintendência de Operação (Sucop) da Companhia de Abastecimento e Saneamento de Alagoas (Casal), foi as mais de 48 horas de chuvas na capital. ?A água está chegando turva, com muitos sedimentos. Não pode entrar no sistema?, explica o engenheiro. Segundo ele, o setor de operações da companhia está fiscalizando todo o Sistema Catolé-Cardoso para identificar o ponto onde pode estar ocorrendo a infiltração. A queda de barreiras, em decorrência da chuva, é um sério problema para o abastecimento de água. ///

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