Cidades
Estudante morre de t�tano em Macei�
A aula de educação física escondia um desfecho cruel para o estudante Júnior Barbosa da Silva, 18 anos. Ao correr descalço para pegar a bola, no matagal que cresce ao lado da quadra abandonada, o adolescente pisou em um prego enferrujado. Cerca de um mês depois, morreu de tétano. Foi enterrado ontem, no Cemitério São José, diante do choro de colegas de turma e gritos de parentes, inconformados com a dor. A exposição dos alunos ao perigo é frequente, diante do descaso com que é tratado o complexo esportivo da escola municipal Nosso Lar, no Vergel do Lago, o antigo Colégio Cenecista Élio Lemos. Estudantes, professores, monitores do Projeto 2º Tempo, do Ministério da Educação, e a direção da escola já haviam alertado o município para a falta de condições das quadras, do campo, do ginásio, da piscina e de tudo ao redor, mas nada foi feito. ### Escola esconde série de problemas Na escola Nosso Lar, além do tétano, uma infinidade de doenças ameaça os cerca de 1.500 alunos, tanto no centro esportivo interditado, como em quase todas as dependências do colégio. Dengue, leptospirose, verminoses, gripes, traumatismos, micoses e moléstias infecto-contagiosas rondam o ambiente. O ginásio ?coberto? virou uma grande poça de água parada. Os atletas de handebol, basquete e vôlei perderam o lugar para possíveis larvas de mosquito da dengue. Os buracos no telhado mais parecem velhas tábuas de pirulitos e partes dele ameaçam cair. Nos vestiários, já caíram. Algumas, inclusive, em cima de fezes deixadas por invasores, já que o ginásio não fica fechado porque o portão foi roubado. ///