Cidades
AL ter� que reduzir mortalidade em 10%
O Estado de Alagoas, ainda detentor do título nefasto de campeão brasileiro de mortalidade infantil, tem um grande desafio pela frente: reduzir o índice em 10% a cada ano, até atingir patamares aceitáveis pelas organizações de saúde. A meta é o dobro da que foi estabelecida pelo Ministério da Saúde, e foi anunciada ontem, em solenidade, no Palácio República dos Palmares, em que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governador Teotônio Vilela Filho e 14 prefeitos alagoanos assinaram o pacto pela redução da mortalidade infantil. Para viabilizar as ações previstas pelo pacto, o governo federal deve injetar em Alagoas R$ 8,6 milhões, que deverão ser aplicados em infraestrutura para o atendimento neonatal e à saúde da gestante e da família. ### Causa de 40% das mortes é mistério O secretário de Saúde, Herbert Motta, explicou que a taxa de mortalidade infantil em Alagoas era de 30,8% por cada mil crianças nascidas vivas em 2000. O índice atual, de 18%, ainda é considerado muito alto pelo governo, que desconhece a causa de 40% das mortes de recém-nascidos. Em muitos municípios alagoanos, diz o secretário, gestantes são transportadas à maternidade em carroça de burro. Na tentativa de reverter o quadro adverso, o governo estadual vai aplicar a verba federal na criação de 20 novas equipes do Programa de Saúde da Família; 24 núcleos de apoio à saúde da família; 25 leitos de UTI neonatal; mais 75 de UCI e dois bancos de leite. O Estado ganha, também, segundo informações do ministério, sete hospitais Amigo da Criança; oito maternidades, que devem aderir à rede perinatal do Norte-Nordeste; nove maternidades com equipes capacitadas no método Canguru, além da capacitação de 269 equipes de Saúde da Família. ///