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Moradores tentam recuperar estragos em residencial

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O dia foi de muito trabalho e arrependimento no conjunto Ernesto Maranhão, na Via Expressa. Após esperar até sete anos para receber uma das 496 unidades do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), muitas famílias viram a casa ser tomada pela lama, cerca de três meses após terem se mudado para o local. Apesar de clichê, uma frase é inevitável entre todos os moradores: o sonho da casa própria virou pesadelo. Muita gente que se livrou do aluguel no início deste ano vai ter que passar muito tempo para pagar as dívidas provocadas com a perda dos móveis, eletrodomésticos e quase tudo o que tinham. O nível da água chegou a mais de um metro de altura do lado de fora do muro, que não suportou e caiu, provocando uma enxurrada. Como o conjunto foi construído em terreno que fica bem abaixo do nível da rua, a lama tomou conta das residências. ### Moradores querem renegociar com Caixa O prejuízo material de Thiago de Lima Araújo não foi tão grande quanto os danos emocionais. Com data de casamento marcada para o próximo mês, ele estava fazendo uma reforma antes de se mudar. Só perdeu alguns sacos de argamassa e o cronograma da obra deve atrasar um pouco. Quando viu a casa tomada pela lama, imaginou o que poderia encontrar após a lua-de-mel e já pensa em adiar o casório para procurar outra morada. ?Vou tentar negociar para a Caixa me devolver as prestações pagas (R$ 187 por mês, fora o condomínio), esse problema pode voltar a acontecer a qualquer momento, já pensou se todas as nossas coisas estivessem aqui dentro??, questiona Thiago. Enquanto constrói uma barreira de tijolos na entrada de casa, Wagner Francelino afirma que a Caixa já sabia dos problemas no conjunto. ?Por isso que demoraram tanto a entregar a obra?. MG ### Arrendatários exigem providências para estragos | BLEINE OLIVEIRA - Repórter Mais que assustados com a grande quantidade de água que invadiu suas casas, na tarde e noite da última terça-feira, 26, moradores dos condomínios Ernesto Maranhão, na Via Expressa, e Theobaldo Barbosa, no Eustáquio Gomes, construídos pela Caixa Econômica Federal, estão revoltados com a falta de estrutura dos imóveis. Casas e apartamentos construídos pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR) foram colocados à prova e, segundo os moradores, estão reprovados. Para protestar e exigir providências da Caixa, moradores do condomínio Theobaldo Barbosa interditaram com uma faixa a rodovia BR-101. Eles usaram os móveis destruídos pela água que invadiu os apartamentos para fechar a pista. Sofás, cadeiras e colchões encharcados foram dispostos na rodovia, com troncos de árvores e tonéis, impedindo a passagem dos veículos. ### Chuvas interrompem abastecimento | KASSIA NOBRE - Repórter Além de inundações em casas, escolas e até na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), as fortes chuvas desta terça-feira provocaram também a falta de água em 14 bairros de Maceió. Era noite, aproximadamente 20 horas, quando um deslizamento de barreira acarretou na queda de duas árvores centenárias, das famílias Cupiuba e Sabacui, que destruíram o aqueduto do Sistema Catolé-Cardoso, localizado em uma área de Mata Atlântica da Área de Preservação Ambiental (APA) do Catolé. Os galhos das árvores quebraram parte do aqueduto, que tem 11 km de extensão, provocando a interrupção do abastecimento de água nas regiões do Farol e do Centro, ainda na noite da terça-feira. ### Famílias continuam desabrigadas | PATRÍCIA BASTOS - Repórter Arapiraca ? Cinco dias depois da cheia do Rio Canduípe, 45 famílias ainda continuam desabrigadas no município de Feliz Deserto. O nível do rio já não ultrapassa mais a ponte na entrada da cidade, mas ainda não voltou ao seu leito natural. Devido ao muro de contenção construído nas margens, em 2008, parte da água ficou represada na área residencial, fazendo com que muitas casas permaneçam alagadas. O nível do rio começou a baixar na noite de ontem, quando alguns trechos do povoado Flexeiras, dentro de propriedades particulares, foram desobstruídos. O prefeito Maykon Beltrão (PMDB) disse ter contado com a permissão dos proprietários das terras para derrubar as estradas construídas dentro de fazendas, que estavam impedindo que o rio seguisse seu curso livremente. ///

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