Cidades
Situa��o de escola continua ca�tica
É como se nada tivesse acontecido. Três dias após a morte do estudante que contraiu tétano na aula de educação física e das denúncias que revelam uma estrutura podre, quase nada mudou na rotina da escola municipal Nosso Lar 1, o antigo colégio Élio Lemos, na Ponta Grossa. Pelo contrário. Ao invés de soluções, os problemas pioraram. Ontem mesmo, as aulas foram encerradas às 9 horas por causa da falta d?água crônica que atinge a região. Já são quinze dias com as torneiras e bebedouros vazios. A Superintendência de Limpeza Urbana (Slum) iniciou uma capinação no parque esportivo, na quarta-feira, mas não limpou nem 10% da área tomada pelo mato e o serviço foi interrompido. Isso porque os garis só fizeram uma espécie de favor para a diretora da escola. ?Tem um pessoal da Slum que joga aqui no campo nos fins de semana e eu pedi para um dos responsáveis agendar a limpeza, mas eles tiveram que interromper para atender outras prioridades?, explica a diretora Zaira Nascimento. Até sacos com o mato arrancado foram largados no pátio da escola. ### Falta de segurança também é crítica A falta de segurança na escola é crítica. Além do roubo de equipamentos, como sanitários, chuveiros, ventiladores e até a haste de vôlei, serem frequentes, o tráfico de drogas e o envolvimento de alunos com a criminalidade assusta. ?Aqueles dois garotos que arrastaram o bebê na Ponta Verde e praticavam vários assaltos estudavam aqui. Já dei um monte de bronca neles e nem sabia o perigo que corria?, afirma a vice-diretora Ana Maria de Melo. Segundo o professor responsável pelo complexo esportivo, Mahebal Santos, um relatório apontando todos os problemas e necessidades já foi enviado em 2007 para a Semed, mas um novo documento deve ser enviado até hoje. ?Além da infraestrutura, tem que investir na segurança. Já teve até um dia que um grupo de marginais armados invadiu a escola correndo da polícia?, lembra. ///