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Chuva alegra vidas na regi�o Agreste

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Craíbas ? As imagens de destruição provocada pelas chuvas na capital e em municípios da zona da mata, por exemplo, não fazem parte do cotidiano dos agricultores do município de Craíbas, no Agreste. Eles festejam a perspectiva de colheita diante da paisagem onde cultivam feijão, milho e mandioca em Craíbas. ?Quando a gente vê na televisão que gente morreu por causa das chuvas, não acreditamos que aconteceu tão perto. Aqui, quando chove, a terra ?chupa? a água, mas na cidade grande onde tudo é calçado, acaba acontecendo aquela tragédia toda?, comenta Neuza Rodrigues, agricultora no Sítio Imbuzeiro. Para os familiares da agricultora, as chuvas são sinônimo de muita esperança. Enquanto o marido Otacílio Palmeira Terto e os dois filhos preparam a terra para plantio de milho e feijão, ela descansa debaixo de uma árvore para depois limpar o terreno onde a família tinha plantado mandioca an passado. ### Secretaria retarda entrega de sementes em Craíbas Craíbas ? Os grãos que o governador Téo Vilela levou ao Agreste no início do mês não foram repassados imediatamente aos agricultores de Craíbas. A distribuição das 17 toneladas de sementes às 27 associações e aos sete assentamentos do município só tiveram início terça-feira. Na última sexta-feira, a operação não tinha sido concluída. Consultado pela Gazeta, o secretário de Agricultura de Craíbas, Antônio Matheus, diz que não haverá prejuízo para os agricultores. ?Todas as condições de plantio são favoráveis. Também começou a chover mais tarde. O período bom para começar o plantio é agora e o clima deste ano tende a ser favorável à agricultura. Nossas expectativas são boas?, declarou. ### Associados criticam exclusão de lista Igaci ? A distribuição de sementes também gerou polêmica em Igaci porque a Associação dos Moradores de Igaci e Microrregiões de Alagoas (Amigreal), que reúne 100 associados, foi excluída da lista de entidades beneficiadas com os 12.990 kg de sementes enviadas pelo município. Segundo o coordenador da entidade, Adriano Ferreira, a associação foi discriminada pelo técnico de assistência rural da Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), Valter Loureiro, que coordenou a distribuição das sementes na cidade. ### Invasores de área pública brigam pelo saco de grãos Igaci ? De braços cruzados e com a revolta estampada no rosto, 78 trabalhadores rurais que invadiram a Estação Experimental do Estado, em Igaci, observam o mato tomar conta das terras que foram aradas há quase uma semana, que já deviam ter sido semeadas. Vários deles utilizaram o dinheiro que serviria para comprar alimentos e pagaram um tratorista para arar a terra em locais onde havia vegetação densa, à espera das sementes que não tem previsão para chegar. ?Se a gente não plantar nos próximos dias, o dinheiro que a gente tirou da feira para arar a terra vai ter se perdido. O mato já vai estar crescido e ninguém mais tem condições de pagar R$ 50 a hora para o trator passar novamente?, afirma a trabalhadora rural Maria de Fátima de Andrade Melo. ### Lavradores temem proliferação de pragas Até mesmo para quem planta feijão, mandioca e milho, existem dúvidas sobre o futuro da roça. Os produtores que perderam a safra no ano passado devido a pragas, trabalham com cautela. Um deles é Davi Bernardino da Silva, mais conhecido como Davi da Sucata, que ajuda os filhos numa propriedade do povoado Folha Miúda. Ele conta que não é a praga de embuás, verme conhecido também como piolho de cobra, que está preocupando este ano. Depois de terminar um canteiro onde serão plantados milho e feijão, ele encosta a enxada no chão e olha para o céu com dúvidas. ?A chuva chegou muito tarde, espero que isso não seja sinal de que o inverno vai ser fraco. A lavoura já está atrasada. No ano passado, a gente plantou o feijão no mês de março?, afirma. ///

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