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INFRAESTRUTURA

Alagoas lidera ranking nacional de eficiência logística das rodovias

Pesquisa indica 64% das rodovias com asfalto ótimo e menor custo operacional do transporte no País

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A análise revela que 86,4% da malha alagoana se encontra em condições ótimas ou boas
A análise revela que 86,4% da malha alagoana se encontra em condições ótimas ou boas | Foto: Neno Canuto/ Secom Maceió

A infraestrutura rodoviária de Alagoas atingiu o patamar mais elevado do País no quesito qualidade do pavimento, segundo dados da 28ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte. O levantamento de 2025, que analisou 841 quilômetros de vias federais e estaduais no estado, classifica 64% da superfície asfáltica alagoana como ótima.

A excelência na pavimentação gera uma consequência econômica direta para o setor produtivo local: o estado apresenta o melhor custo-benefício logístico do Brasil. As condições das vias alagoanas acarretam um acréscimo de apenas 11,6% no Custo Operacional do Transporte, percentual significativamente inferior à média nacional, de 31,2%. Essa métrica avalia o impacto da infraestrutura nos gastos com combustível, manutenção veicular e desgaste de pneus. Para fins comparativos, estados vizinhos enfrentam penalizações financeiras mais severas devido à precariedade das pistas, com índices de 28,7% na Bahia, 29,9% em Pernambuco e 30,3% em Sergipe.

A análise revela que 86,4% da malha alagoana se encontra em condições ótimas ou boas
A análise revela que 86,4% da malha alagoana se encontra em condições ótimas ou boas | Foto: Agência Alagoas

A análise detalhada da malha alagoana revela que 86,4% do pavimento se encontra em condições ótimas ou boas, restando apenas uma fração residual de 1,2% classificada como péssima e a inexistência de trechos totalmente destruídos.

O estado que apresenta o pior cenário em qualidade do pavimento é o Acre, onde nenhum trecho obteve classificação ótima ou boa. Com 40,4% da malha considerada péssima e 14% totalmente destruída, a precariedade das vias locais resulta no maior impacto financeiro do país, elevando o custo operacional do transporte em 71,4%.

Entre as principais rodovias que cortam o estado, a BR-101 destaca-se com classificação geral “Bom” ao longo de sua extensão pesquisada em território nacional, incluindo o trecho alagoano. Outras vias estratégicas para o escoamento da produção e a mobilidade interestadual, como a BR-104, BR-110, BR-316, BR-423 e BR-424, receberam a classificação geral “Regular” no levantamento por rodovia. Essa avaliação geral “Regular”, mesmo com o pavimento em excelentes condições, decorre da metodologia da CNT, que pondera também a sinalização e a geometria da via.

A geometria da via constitui o principal gargalo da infraestrutura do estado, impedindo uma classificação geral ainda mais elevada. Os dados apontam que 72,2% da malha é composta por pistas simples e que 26,3% da extensão avaliada não possui faixas laterais. A ausência de acostamento em 8,2% dos trechos analisados e a falta de sinalização em 24,9% das curvas perigosas representam fatores de risco que demandam intervenções de engenharia para adequação do traçado.

O governo federal autorizou um total de R$ 429,14 milhões para investimentos específicos em infraestrutura rodoviária no estado de Alagoas em 2025, dos quais R$ 135,44 milhões foram efetivamente aplicados até novembro do ano passado. A CNT estima ser necessário um aporte de R$ 671,78 milhões para ações de reconstrução, restauração e manutenção corretiva a fim de sanar as deficiências remanescentes. A manutenção do atual padrão de pavimentação, aliada a correções geométricas e de sinalização, pode consolidar Alagoas como o principal corredor de eficiência logística do Nordeste.

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