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INVESTIGAÇÕES

81,65% dos desaparecidos em Alagoas foram localizados em 2025

Polícia Civil de Alagoas aponta 650 casos solucionados; maioria dos registros ocorreu em Maceió

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Imagem ilustrativa da imagem 81,65% dos desaparecidos em Alagoas foram localizados em 2025
| Foto: Ascom PC

Do total de desaparecimentos registrados em Alagoas no ano passado, 81,65% das vítimas foram localizadas. O dado é da Coordenação de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil de Alagoas e foi divulgado nessa terça-feira (24).

Isso significa que, das 796 ocorrências que chegaram ao órgão investigador, 650 foram solucionadas com a localização das vítimas.

No mesmo ano, 53 pessoas foram encontradas sem vida, com predominância de adultos do sexo masculino, que representam 40 dos óbitos registrados, o equivalente a 75%.

Segundo os dados, Maceió é a cidade alagoana que mais concentra registros de desaparecidos, com 430 casos, o que corresponde a 54% do total no estado. Desse número, 368 pessoas foram localizadas, um percentual de 85%, índice acima da média estadual.

PERFIL DOS DESAPARECIDOS

Os homens são a maioria das vítimas de desaparecimento em Alagoas, representando 70% dos casos. Foram 555 registros envolvendo pessoas do sexo masculino em 2025, enquanto as mulheres contabilizam 241 ocorrências. Os adultos também predominam: 530 pessoas tinham mais de 18 anos, o que corresponde a 66% dos casos.

No entanto, as mulheres são maioria entre os adolescentes desaparecidos. Das 153 vítimas com idades entre 13 e 17 anos, 90 são do sexo feminino.

Crianças e idosos, segundo a Polícia Civil, demandam atenção prioritária devido à condição de vulnerabilidade, embora apareçam em menor número nos registros: 48 e 65 ocorrências, respectivamente.

PESSOAS LOCALIZADAS

Do total de casos solucionados, 57,4% envolvem pessoas que desapareceram voluntariamente. Outros 34,5% referem-se a desaparecimentos involuntários, quando o afastamento ocorre por condições alheias à vontade da pessoa, como questões relacionadas à saúde mental, acidentes, desastres naturais ou perda de memória. Já 8,1% dos casos têm relação com ações criminosas.

“Esses dados indicam que a maioria dos casos está associada a fatores não criminais, como conflitos familiares, vulnerabilidade social, questões emocionais ou de saúde mental, sem prejuízo da atuação rigorosa nos casos com indícios de crime”, destacou a Polícia Civil.

Os boletins de ocorrência registraram aumento de 24,4%, passando de 642 para 799 entre 2022 e 2025, segundo a PC. Atualmente, há 146 casos sendo acompanhados pelas autoridades.

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