Cidades
MP ouve postos
O Ministério Público (MP) começa a tomar, na próxima semana, os primeiros depoimentos de donos de postos de combustíveis para comprovar o suposto esquema de cartelização de preços e adulteração de gasolina que estaria sendo adotada pelo setor. A comissão do MP é formada por cinco promotores, tendo à frente o promotor Maurício Pitta, autor do pedido de investigação. A série de depoimentos será iniciada a partir da próxima segunda-feira, quando estão sendo convocados vários donos de postos de combustíveis e o sindicato da categoria, que declarou apoio à iniciativa do MP. Para investigar também a sonegação de impostos, a comissão irá pedir a colaboração da Secretaria Estadual da Fazenda, que colocará técnicos à disposição dos promotores para explicar como ocorre a negociação. Segundo foi apurado, o MP está disposto a investigar a possível existência de uma máfia que atua na área de combustíveis, tanto na parte de sonegação fiscal como de adulteração de combustível e cartelização. ?Vamos investigar a fundo todas essas denúncias no setor?, disse um dos promotores que preferiu ficar no anonimato. O MP está preparando um plano de combate ao cartel e à adulteração e agora na área de sonegação, a exemplo do que vem ocorrendo em outros Estados. Em seu parecer encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, o promotor Maurício Pitta pediu a uniformização de ações para a implementação de um plano de combate às irregularidades praticadas pelos postos de combustíveis. Desde que foi criada através de portaria, a comissão vem se reunindo todas as segundas-feiras. Após analisar várias informações encaminhadas ao grupo, a equipe de promotores inicia a série de depoimentos, visando colher dados sobre o setor e as suas irregularidades. Um dos motivos que levou o MP a apurar a suposta máfia de adulteração dos combustíveis foi o resultado de uma pesquisa divulgada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), onde os postos de Alagoas aparecem como os maiores adulteradores de gasolina do país. Ainda no estudo da ANP, foi registrado que cerca de 50% da gasolina vendida em Arapiraca era adulterada.