Cidades
Dire��o do Incra suspende suas atividades por falta de seguran�a
A Superintendência Regional do Incra em Alagoas, com o aval da direção nacional do órgão em Brasília, suspendeu o expediente na repartição por absoluta falta de segurança para seus funcionários. Na última sexta-feira, pelo menos 15 servidores, incluindo o superintendente, José Quixabeira Neto, viraram reféns dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Comissão Pastoral da Terra (CPT). ?Suspendemos os trabalhos porque a imprensa noticiou que eles iriam fazer passeata e poderiam voltar à sede do Incra, onde não temos nenhuma segurança, algumas mulheres ficaram em estado de choque e os funcionários não têm condições psicológicas de trabalhar?, afirmou Quixabeira. Para suspensão das atividades foi impetrada, na Justiça Federal, uma ação preventiva de proibitório, visando preservar a integridade física e psicológica dos funcionários. Em conformidade com o presidente do Incra, Sebastião Azevedo, José Quixabeira decidiu, ainda, que não mais receberá comissão de movimentos sociais na sede do órgão, mas em qualquer outro local ligado a suas comitivas, num auditório de outro órgão público federal ou estadual, ou de entidade como a Ordem dos Advogados do Brasil. ?Enquanto continuar esta pressão não temos condições de negociar, pois é um desrespeito à democracia?, avaliou. Segundo ele, a Procuradoria do Incra estava analisando a desapropriação de seis imóveis, mas agora está tudo paralisado. ?Na sexta-feira tínhamos agendado uma reunião, mas eles invadiram o órgão e não merecem a minha confiança?, declarou José Quixabeira, ressaltando que os movimentos cobram agilidade, mas impedem o trabalho técnico.