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Sem-terra exigem mudan�a na superintend�ncia do Instituto

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Cerca de 1.300 trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores (MST) e à Comissão Pastoral da Terra (CPT) saíram, na manhã de ontem, da Praça da Faculdade, onde estão acampados, em passeata pelas ruas do centro da cidade, com destino ao Palácio dos Martírios em novo protesto pedindo a exoneração do superintendente do Incra em Alagoas, José Quixabeira Neto. Eles pararam em frente ao Quartel da Polícia Militar para protocolar um documento a ser encaminhado ao Tribunal de Justiça cobrando resultados na apuração das mortes de trabalhadores no Estado. Segundo as lideranças, os sem-terra estão dispostos a só deixarem Maceió com uma resposta de Brasília sobre a mudança administrativa do Incra, que consideram a razão principal das dificuldades de desapropriação de terras. Albino Soares, um dos coordenadores do MST, afirma que desde janeiro os trabalhadores aguardam a liberação de créditos para custeio da produção agrícola referente ao exercício 2002, mas o governo vem burocratizando. ?São cerca de R$ 3 milhões em créditos para os assentamentos, mas não recebemos nada e a situação piorou ainda mais com a edição de uma medida provisória do governo federal que proíbe custeios permanentes?, disse Albino. Na sua opinião, é falta de dignidade do governo que liberou crédito na ordem de R$ 163 milhões para os usineiros para subsídio à cana, mas não quer liberar os recursos para os assentamentos. ?A medida provisória exige o pagamento de mais de 50% do crédito liberado em 2001 para liberar o valor deste ano, mas isso é impossível pois não tivemos ainda resultado com a lavoura plantada?, afirma Albino.

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