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FERRAMENTA DE SEGURANÇA

Mulheres com medida protetiva ganham aplicativo de emergência em Alagoas

Sistema envia localização da vítima em tempo real e aciona a viatura policial mais próxima

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Imagem ilustrativa da imagem Mulheres com medida protetiva ganham aplicativo de emergência em Alagoas
| Foto: ASCOM PM AL

Mulheres que possuem medida protetiva em Alagoas ganharam uma nova ferramenta de proteção. A Polícia Militar implantou um aplicativo com botão do pânico, que permite acionar guarnições próximas quando elas estiverem em situação de risco. A tecnologia está disponível desde o dia 11 para mulheres assistidas pela Patrulha Maria da Penha na área do 10º Batalhão, que abrange 11 municípios.

De acordo com o tenente Jonata Calheiros, o aplicativo é instalado diretamente no celular da vítima durante a primeira visita presencial realizada pela Patrulha Maria da Penha.

“Quando a assistida recebe a medida protetiva, a guarnição se desloca até ela e faz a instalação do aplicativo no celular. A partir daí, caso ela se sinta em perigo, basta acessar o aplicativo e apertar o botão do pânico”, explicou o tenente.

Quando o botão é acionado, os dados cadastrais da vítima e a localização geográfica são compartilhados em tempo real, de forma automática, com a central de monitoramento do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Assim que as informações são recebidas, a guarnição mais próxima da ocorrência é acionada e se desloca até o local.

Segundo o tenente, a ferramenta foi pensada principalmente para situações em que o agressor descumpre a medida protetiva ou se aproxima da vítima.

Ele cita alguns exemplos, como os casos em que o suspeito tenta entrar na residência da mulher, a persegue ou invade o perímetro de distanciamento determinado pela Justiça.

“O aplicativo permite que a mulher peça ajuda rapidamente, sem precisar fazer ligação para o 190 e explicar toda a situação naquele momento de pânico”, afirmou.

Outro objetivo da ferramenta é evitar que a vítima precise relatar novamente toda a situação de violência durante o pedido de socorro, revivendo mentalmente o ocorrido.

O projeto começou a ser testado em dezembro de 2025 no 10º Batalhão da Polícia Militar. Segundo a corporação, dois casos de risco já foram registrados desde o início da fase de testes, com acionamento do aplicativo e rápida intervenção das equipes policiais.

As vítimas que possuem medida protetiva podem procurar a guarnição para solicitar a instalação do aplicativo no smartphone.

A Polícia Militar informou ainda que a intenção, neste momento, é ampliar o uso da ferramenta para todo o estado. A previsão é de que, até o final de maio, outras cidades do interior passem a utilizar o sistema.

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