ESTUDO TÉCNICO
Drones e mapeamento 3D passam a monitorar arborização urbana em Maceió
Defesa Civil iniciou estudo técnico para avaliar as condições estruturais das árvores localizadas em praças da capital
Árvores de Maceió passaram a ser monitoradas pela Defesa Civil de Alagoas, a partir deste mês, com o uso drones e de tecnologias 3D. O órgão iniciou um estudo técnico para avaliar a estabilidade das espécies nas praças da cidade. Os trabalhos começaram no Parque Centenário, no bairro do Farol.
Maceió possui cerca de 228 praças, 28,71 km² de florestas urbanas e 11,62 km² de áreas de arborização urbana, que contam com 39% de cobertura efetiva de árvores.
No Parque Centenário, já foram avaliadas mais de 15 árvores. Duas delas precisam de intervenção, enquanto as demais apresentaram boas condições estruturais, necessitando apenas de controle de cupins e manejo fitossanitário.
Sobre a tecnologia utilizada para monitorar árvores em áreas públicas e evitar acidentes causados por quedas de galhos ou troncos, a Defesa Civil detalhou o procedimento.
“Está sendo utilizado um drone com tecnologia LiDAR, que permite gerar modelos tridimensionais das árvores, medir altura e dimensão das copas e estimar o raio de impacto em caso de queda”, explicou o órgão.
De 2022 até o momento, o órgão municipal registrou 174 quedas de árvores na capital, ocorrências divididas da seguinte forma: 2021 (31 casos); 2022 (55); 2023 (17); 2024 (28); 2025 (41) e 2026 (2 casos).
Dados da Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) apontam que o número de podas e supressões por risco estrutural chega a 36 mil intervenções realizadas entre 2021 e 2025.
O método de avaliação de risco segue protocolos técnicos internacionais, verificando rachaduras, pragas ou fungos, cavidades, lesões e outras anomalias.
“O trabalho é preventivo, considerando a proximidade do período chuvoso, quando o solo fica mais instável e aumenta o risco de queda de árvores. O objetivo é identificar riscos, orientar o manejo e garantir segurança à população, sem comprometer o patrimônio ambiental da cidade”, explicou a Defesa Civil.
Até o fim de março, a Defesa Civil pretende vistoriar cerca de 10 mil m² de áreas arborizadas em praças das regiões prioritárias. Nos meses seguintes, o estudo será ampliado para outras áreas da cidade.
Os resultados irão compor relatórios técnicos que poderão subsidiar futuras ações de manejo e conservação da vegetação urbana.
A Defesa Civil estabeleceu um cronograma progressivo de inspeções. Entre os meses de abril e maio, terá início a vistoria nas praças localizadas em bairros classificados com risco alto e muito alto, como Feitosa, Jacintinho, Centro e Bom Parto.
Entre junho e julho, haverá ampliação das inspeções para outras praças. Entre agosto e setembro, será dada continuidade às vistorias e à consolidação das análises estruturais das árvores.
Em outubro e novembro, ocorrerá a reavaliação de áreas previamente vistoriadas e a atualização do banco de dados geoespacial da arborização urbana. Em dezembro, será feita a consolidação dos dados coletados ao longo do ano.