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TRANSPORTE AÉREO

Com mais de 600 na fila, aeromédico se torna peça-chave nos transplantes em AL

Logística rápida foi essencial para salvar adolescente após doação de coração vindo de Sergipe

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O Departamento Estadual de Aviacao atua no salvamento de vitimas e auxilia a seguranca publica de Alagoas.
Foto: Pei Fon/ Agencia Alagoas
O Departamento Estadual de Aviacao atua no salvamento de vitimas e auxilia a seguranca publica de Alagoas. Foto: Pei Fon/ Agencia Alagoas | Foto: SECOM ALAGOAS

Quando um paciente que aguarda por um transplante de órgão recebe uma ligação anunciando uma possível doação começa uma corrida contra o tempo. Em Alagoas, onde 613 pessoas estão na fila de espera, o serviço aeromédico se tornou peça-chave no processo, garantindo que órgãos com tempo limitado cheguem a tempo.

Em 2025, foram realizados 10 transportes aeromédicos para órgãos como fígado, rins, córnea e coração. Em setembro do mesmo ano, um órgão foi destinado ao Hospital do Coração, onde foi realizado o transplante em Maceió. O receptor foi Samuel Jackson de Lima, com 16 anos.

No ano passado, 10 doações contaram com o serviço aeromédico
No ano passado, 10 doações contaram com o serviço aeromédico | Foto: SECOM ALAGOAS

“A saúde do Samuel, hoje, está em 100%, graças a Deus. Ele não tem nenhuma queixa de cansaço, de falta de ar, de inchaço, de nada. Ele está mais forte do que nunca, graças a Deus”, declara a mãe do adolescente, Ana Carla Lima.

Samuel desenvolveu miocardite após um quadro de dengue hemorrágica em 2022. O transporte do coração foi realizado por meio do Programa Salva Mais, uma iniciativa lançada em dezembro de 2023, focada no resgate aeromédico em Alagoas. A utilização da aeronave foi essencial para buscar o órgão em Sergipe.

O cirurgião cardiovascular responsável pela cirurgia, Diego Andrade, destaca a importância desse meio. “O transporte aéreo é fundamental quando o órgão doador está a mais de 100 quilômetros do hospital que vai receber o coração ou a uma distância menor, caso haja trânsito no percurso”, afirma.

Antes da utilização do transporte aéreo, a logística para a realização de transplantes era mais arriscada. “Não era feita a captação à distância em Maceió. O doador era levado até o hospital onde eram realizados os transplantes. Existiam alguns riscos no transporte do doador, como a necessidade de estabilização e possíveis complicações durante o trajeto”, diz.

O prazo entre a retirada do órgão do doador e seu implante no receptor varia conforme o tipo de órgão. Coração e pulmão, por exemplo, possuem períodos mais curtos, o que torna cada missão ainda mais desafiadora.

Todo esse planejamento gera expectativa para pessoas como a mãe de Samuel, que teve suas forças renovadas após o telefonema informando a possibilidade de transplante com um órgão vindo de outro estado. “Quando a aeronave pousou no hospital, ficamos mais tranquilos, mais confiantes. Eu vi ali que era uma chance de ter e ver o meu filho no futuro, porque ele estava sem expectativa nenhuma de vida”, disse, emocionada.

* Sob supervisão da Editoria

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