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PROTEÇÃO

Patrulha Maria da Penha completa 8 anos no Estado com oito mil mulheres assistidas e 500 prisões

De acordo com a patrulha, o número de mulheres atendidas tem crescido a cada ano

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Imagem ilustrativa da imagem Patrulha Maria da Penha completa 8 anos no Estado com oito mil mulheres assistidas e 500 prisões
| Foto: Ascom PM

A Patrulha Maria da Penha em Alagoas completou, neste mês de abril, oito anos de atuação. Nesse período, segundo a corporação, 500 agressores de mulheres foram presos, e cerca de 8 mil vítimas de violência doméstica receberam algum tipo de proteção e assistência.

De acordo com a patrulha, o número de mulheres atendidas tem crescido a cada ano, o que indica maior procura pelos serviços do Estado em situações de risco. Em 2022, por exemplo, o órgão afirma ter assistido 1.016 mulheres. Já em 2025, o número chegou a 1.987 vítimas acompanhadas.

À Gazeta, uma mulher, que preferiu não se identificar, relatou ter vivido sob violência psicológica e física por nove anos. Ela denunciou o agressor, buscou apoio e conseguiu romper o ciclo de violência.

“A Patrulha Maria da Penha foi muito importante nesse processo, tanto para a proteção física quanto para o meu equilíbrio emocional”, disse.

A comandante da Patrulha Maria da Penha, a major Dayana Queiroz, explicou como funciona o setor de proteção à mulher da Polícia Militar de Alagoas.

“Após uma avaliação do Poder Judiciário, com análise de risco de cada caso, as situações mais graves são encaminhadas para que possamos monitorar o cumprimento da medida protetiva. A vítima confirma se deseja ou não ser acompanhada. A partir dessa confirmação, iniciamos a primeira diligência, chamada de visita de acolhimento. Um dos grandes diferenciais da patrulha é justamente o perfil do policial, que atua sem julgamento e sem revitimização, além de orientar sobre os serviços disponíveis”, explicou.

A comandante destacou ainda que são repassadas orientações básicas às vítimas, como a troca de fechaduras, a instalação de câmeras de monitoramento — quando possível —, a mudança de rotina, além da importância de informar familiares ou amigos sobre a vigência da medida protetiva e disponibilizar um contato alternativo para emergências.

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