RISCOS
Voçoroca: emergência em Rio Largo é reconhecida pelo governo federal
Área afetada está interditada; município deve enviar plano à União para obter recursos
A Defesa Civil de Alagoas decretou, nessa quinta-feira (16), situação de emergência — reconhecida pelo governo federal — devido ao avanço de voçoroca. O decreto se refere à cratera que ameaça a Avenida Teotônio Brandão Vilela, localizada no bairro Mata do Rolo, em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió.
O local está interditado para transeuntes e veículos porque a erosão já está próxima à via. O município deverá elaborar um plano de trabalho a ser encaminhado ao governo federal, com o objetivo de obter recursos para solucionar o problema, que tem colocado em risco quem passa pela região.
No dia 10 de abril, a Defesa Civil de Alagoas esteve na localidade e, diante da gravidade da situação, orientou que o município decretasse situação de emergência, medida que foi homologada pelo órgão estadual.
Além dessa voçoroca, outras duas crateras próximas também preocupam a comunidade local, mas, até o momento, não estão incluídas no plano de emergência.
A expectativa, de acordo com o chefe do setor de desastres naturais da Defesa Civil de Alagoas, Douglas Gomes, é que as outras duas sejam incluídas nesta sexta-feira (17), com atualização do Formulário de Informações do Desastre (Fide).
“O Governo Federal vai analisar o plano de trabalho e, estando de acordo com as diretrizes da Defesa Civil Nacional, o recurso será enviado ao município”, explicou.
Douglas Gomes afirmou que o problema decorre de falhas no sistema de drenagem da área e que o plano de trabalho deve começar pela solução dessa questão. Somente depois será necessário pensar na estabilização da encosta.
“Como, nos últimos dias, choveu muito, isso intensificou o processo de movimentação de massa, o que acabou ocasionando esse evento adverso em que Rio Largo se encontra”, afirmou.
O município de Rio Largo também deverá vistoriar as residências próximas à voçoroca, que passarão por análises técnicas de um engenheiro. Caso as casas apresentem algum risco, os moradores precisarão se retirar, e o município terá que incluí-los no aluguel social.