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OBRA EM ANDAMENTO

VLT voltará a operar em trecho afetado por mineração em Maceió

Reativação do trecho Bebedouro, Mutange e Bom Parto está prevista para 2027, com investimento de R$ 82 milhões

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O próximo passo da obra será a montagem da grade ferroviária nos três bairros com subsidência
O próximo passo da obra será a montagem da grade ferroviária nos três bairros com subsidência | Foto: Assessoria

Após um hiato de pouco mais de seis anos, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) voltará a percorrer o trecho entre os bairros Bebedouro, Mutange e Bom Parto, em Maceió. Os serviços foram interrompidos em 2020 devido ao afundamento do solo causado pela mineração da Braskem. A obra de reativação já está em andamento, com previsão de entrega para 2027.

O projeto de requalificação abrange aproximadamente 3 km de malha ferroviária e está orçado em R$ 82 milhões. Os custos são integralmente arcados pela Braskem, como parte do acordo firmado com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para reparação de danos. Atualmente, as frentes de trabalho concentram-se no Mutange, onde já foram concluídas as fases de terraplanagem e retaludamento — técnica que aumenta a estabilidade do terreno. O próximo passo será a montagem da grade ferroviária.

Para garantir a segurança dos usuários, os novos trilhos serão equipados com tecnologia de monitoramento em tempo real. O sistema permitirá detectar alterações na geometria da via e deformações nos dormentes. Além disso, a retomada da operação está condicionada à liberação definitiva pela Defesa Civil de Maceió.

MOBILIDADE E INFRAESTRUTURA

Em paralelo à ferrovia, a Defesa Civil coordena a implantação de uma nova via para veículos, que inclui uma rotatória e o desvio do Riacho do Silva. A intervenção visa solucionar transbordamentos históricos que impediam a passagem na região em períodos de chuva.

A suspensão do VLT no trecho afetado impactou severamente a rotina da capital. Desde os primeiros tremores, em 2018, a perda da Avenida General Hermes e a interdição de bairros como Pinheiro e Mutange alteraram o fluxo logístico entre o Centro e a parte alta. Na época da interdição total, em 2020, a CBTU registrou uma perda diária de 10 mil passageiros.

RECUPERAÇÃO DO SOLO

O colapso provocado pela exploração de sal-gema atingiu cinco bairros: Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), até novembro de 2025, o plano de fechamento das 35 cavidades exploradas pela Braskem avançou significativamente: dez foram preenchidas com areia, seis estão em processo, seis tiveram preenchimento natural reconhecido e dez cavidades indicadas para pressurização foram tamponadas.

“Ainda que a ferrovia seja reconstruída em sua plenitude, a retomada do transporte de passageiros ocorrerá somente mediante o atendimento de todos os requisitos de segurança operacional”, destacou a CBTU, em nota.

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